Cultura e Lazer

Homenagem a Eduardo Lourenço

23, Maio 2019
  • Prémio Livraria Lello - Eduardo Lourenço
    Prémio Livraria Lello - Eduardo Lourenço

O ensaísta e pensador Eduardo Lourenço foi homenageado no dia 23 de maio, dia do seu 96º aniversário, com a entrega de uma distinção de que é patrono, por levar o seu nome: o Prémio Livraria Lello - Eduardo Lourenço.

A cerimónia de entrega do prémio decorreu no Palácio Foz e contou com as presenças do primeiro ministro, António Costa, do antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e do antigo edil lisboeta, João Soares, entre outras.

Na ocasião, Carlos Magno, em representação do júri do prémio agora instituído, justificou a escolha do nome da distinção e da escolha da personalidade a quem ele é primeiramente outorgado com o facto de Eduardo Lourenço ser "o intelectual europeu que melhor nos explica a Europa". O prémio será atribuído de dois em dois anos, sempre a 23 de maio (que é também o dia do aniversário do ensaísta), e visa "distinguir personalidades vivas das letras, das ciências e do pensamento, que se destacam pela sua vida e obra".

Aurora Pedro Pinto, da portuense Livraria Lello, explicou a decisão de associar ao prémio o nome do primeiro distinguido por se tratar de uma personalidade "intemporal, símbolo da contemporaneidade nas letras e no pensamento", sendo "um jovem que sempre viveu a liberdade".

O primeiro ministro fez o elogio do homenageado, que vive "quase um século de vida exemplar e de lucidez", detentor do "passaporte português universal" e a quem "nada do que é humano lhe é estranho". Por ser um "cidadão ativo e comprometido", de "pensamento livre", de "curiosidade infinita" e de sabedoria ilimitada", Lourenço é, nas palavras do primeiro ministro, "uma das raras personalidades que ganham o respeito e a admiração unânimes".

O homenageado agradeceu a distinção considerando-a uma "homenagem siderante" e uma "manifestação de simpatia", tecendo depois, muito ao seu jeito, algumas considerações sobre o papel de Portugal na história, que resumiu como "uma vontade um pouco louca de não abdicar do sonho". Naturais de um "país pequeno", os portugueses "atreveram-se tanto quanto podiam e é esse papel que ficará na história de nós", concluiu o pensador.

No final, a audiência cantou os parabéns à ilustre personalidade. 

Mais notícias sobre:
Cultura e Lazer