Cultura e Lazer, Misericordia

II Colóquio de Olisipografia "Lisboa na Rua"

23, Outubro 2014
  • II Colóquio de Olisipografia Lisboa na Rua
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Organizado pela Câmara Municipal de Lisboa, decorreu, entre 23 e 24 de outubro, o II Colóquio de Olisipografia - Lisboa na Rua, no Auditório do Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa.

Na abertura dos trabalhos, Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da autarquia, deixou uma referência ao trabalho de "um dos mais importantes olisipógrafos do século XX", Gustavo de Matos Sequeira, cuja obra "abarca géneros tão diversos como a olisipografia, a poesia, o teatro, o jornalismo, e a arqueologia". 

Em 2012, por ocasião do cinquentenário da sua morte, a Câmara Municipal de Lisboa, em parceria com a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, publicou a obra "Gustavo de Matos Sequeira: Retrato de um Olisipógrafo", que, como sublinhou então Catarina Vaz Pinto, "permite a novas gerações conhecer este prolífico autor que dizia numa carta «a confusão da minha vida de escriba é sempre um matagal donde custa sair para qualquer caminho» mas que tantos caminhos deixou abertos para a Olisipografia.

Para a vereadora, este II Colóquio insere-se no propósito de "dar a conhecer ao público o trabalho de investigação dos técnicos da câmara municipal", na área da Cultura, um trabalho que "passa por equacionar passado, presente e futuro".

Neste sentido, recordou a recente inauguração do percurso pedonal da “Cerca Velha” ou "Cerca Moura", que delimitou e defendeu Lisboa na época medieval, e, mais recentemente, o colóquio "Conventos Lisboa - da cidade sacra à cidade laica" que reuniu em Lisboa especialistas nacionais e estrangeiros, para uma abordagem à temática da transformação urbana na Lisboa do século XIX, após a extinção das ordens religiosas.

Numa das intervenções iniciais, Alexandre Maurício abordou as razões que determinaram a não aprovação dos planos diretores de Lisboa, pelo governo, durante o Estado Novo. Apesar de obrigatórios, lembrou o autor, os três planos concluídos pela CML em 1948, 1959 e 1967 não foram aprovados pelo governo, tal como aconteceria, até 1971, com todos os planos de urbanização dos municípios.

Tendo como tema principal "Lisboa na Rua", os trabalhos apresentados organizaram-se em quatro painéis:

Painel ESTAR/DESENHAR: António Baptista Coelho, Francis Bouvier Rigal, Alexandre Maurício, Fernanda Frazão, Manuela Madureira, Ana Marques Pereira, Anabela Valente.

Painel PREVARICAR/VIGIAR: Paulo Machado, Gonçalo Rocha Gonçalves, Sofia Tempero, Ernesto Jana, Luísa Cardoso, João Pissarra, Álvaro Costa de Matos.

Painel PINTAR/FAZER: Ricardo Campos, Lídia Fernandes, Elísio Santos Silva, Sílvia Câmara, Nuno C. J. Campos, Camilla Watson, Pedro Soares Neves, Alda Carvalho, Carlos Pereira dos Santos, Jorge Nuno Silva, Ricardo Cunha Teixeira, Lígia Ferro.

Painel DANÇAR/PASSEAR: Miguel Abreu, Glória Bastos, Ana Isabel Vasconcelos, Alexandra de Carvalho Antunes, Maria João Figueiroa Rego, Cátia Luís, Luísa Metelo Seixas, Inês Castaño, Heitor Baptista Pato, Judite Lourenço Reis.

Já no segundo dia de trabalhos, nos dois painéis Pintar/Fazer e Dançar/Passear, foram abordados, entre outros, temas como Os jogos de tabuleiro em pedra na cidade de Lisboa, a Estratégia Municipal para a Arte urbana, «Deambulações» histórico-taxionómicas em torno da Carta Municipal do Património, A Mouraria como uma “galeria a céu aberto”, O teatro em Lisboa no tempo de Eça de Queirós, ou a apresentação do documentário "Procissão de Nossa Senhora da Saúde: (re)visitação de um património vivo.

No encerramento dos trabalhos, Ana Maria Homem de Melo, organizadora do evento referiu a mudança que se vive na Lisboa atual, convidando os lisboetas a mostrar a história da cidade aos turistas que visitam a capital, e Filomena Ferreira, da presidência do Instituto Superior de Economia e Gestão, lançou um desafio para o próximo Colóquio de Olisipografia: A história do Convento dos Inglesinhos, que alberga a escola, bem como de outros conventos da zona de São Bento.

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