Belem, Cultura e Lazer, Município

Inauguração da peça escultórica Sea Wolf

27, Junho 2018

Teve lugar, no dia 27 de junho, no Terreiro das  Missas em Belém, a inauguração da peça escultórica intitulada "Sea Wolf" da autoria do escultor canadiano Luke Marston, que assinala as comemorações do 150 aniversário da independência do Canadá. 

A inauguração contou com a presença de várias entidades entre as quais o embaixador do Canadá Jeffrey Marder, o presidente da junta de freguesia de Belém Fernando Rosa, a deputada Maria Luís Albuquerque, em representação do Parlamento, a vereadora da cultura, Catarina Vaz Pinto e o presidente da CML, Fernando Medina, bem como com a presença do autor da obra Luke Marston, descente do povo índio Coast Salish e que teve um trisavô português. 

Na hora dos discursos, Luke Marston dirigiu aos presentes algumas palavras na sua língua nativa e interpretou uma canção/prece tradicional ao som de um tambor índio. Agradeceu à Câmara Municipal da oportunidade de ter uma escultura sua em Lisboa, uma peça inspirada num instrumento de pesca tradicional do seu povo, uma tribo que se dedica essencialmente à pesca, e que vem encabeçada por uma cabeça de lobo. A propósito da tradição simbólica do "lobo marinho", como se designa a peça, o autor contou ainda o mito tradicional que está por detrás dessa figura sagrada e que se prende com o fortalecimento da alma de um jovem no caminho para se tornar um grande provedor para a família e para a tribo através dos ensinamentos prestados na arte da caça, mas sobretudo da pesca. 

O embaixador do Canadá em Lisboa, Jeffrey Marder, agradeceu também à Câmara Municipal de Lisboa a parceria para a criação desta obra, que celebra também os 150 anos da nação canadiana, comemorações que decorrem este ano. Lembrou também que são os pressupostos destas comemorações celebrar a diversidade e o encontro de culturas de que o Canadá é feito, bem como a juventude, considerando que o Canadá é uma jovem nação, e daí que a escolha tenha recaído também sobre um artista jovem.  

Fernando Medina referiu-se à identidade cultural entre os dois países por partilharem a mesma ligação ao mar e por estarem unidos pelo oceano. Também referiu a identidade dos dois países enquanto nações migrantes, de chegada e de partida de pessoas de diferentes povos e lembrou que nos tempos políticos atuais se vive uma tensão entre abertura e fechamento, entre tolerância e intolerância: “Lisboa, enquanto cidade aberta, tolerante e cosmopolita partilha dos mesmos valores do governo canadiano na sua tomada de posição a favor do acolhimento e da tolerância entre os povos”, afirmou.  

A peça aí está a partir de hoje, para quem quiser descobri-la, no Terreiro das Missas não muito longe da Torre de Belém. 

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