Segurança

Incêndio do Chiado extinto há trinta anos

05, Setembro 2018
O Dia Municipal do Bombeiro de Lisboa foi hoje assinalado na Rua do Carmo, local onde há trinta anos deflagrou o maior incêndio da cidade no último século, em 25 de agosto de 1988. A cerimónia assinalou ainda o dia 5 de setembro, data em que foi declarado extinto.
  • Fernando Medina na cerimónia que assinala extinção do Incêndio do Chiado
    Fernando Medina na cerimónia que assinala extinção do Incêndio do Chiado
  • Deposição de coroa de flores em homenagem aos bombeiros falecidos em combate
    Deposição de coroa de flores em homenagem aos bombeiros falecidos em combate
  • Antigos bombeiros presentes na cerimónia
    Antigos bombeiros presentes na cerimónia
  • Cerimónia assinala extinção do Incêndio do Chiado e Dia Municipal do Bombeiro
    Cerimónia assinala extinção do Incêndio do Chiado e Dia Municipal do Bombeiro
  • Imposição do crachá de ouro a bombeiros do RSB
    Imposição do crachá de ouro a bombeiros do RSB
  • Cerimónia assinala extinção do Incêndio do Chiado e Dia Municipal do Bombeiro
    Cerimónia assinala extinção do Incêndio do Chiado e Dia Municipal do Bombeiro
  • Pedro Patrício na cerimónia que assinala extinção do Incêndio do Chiado
    Pedro Patrício na cerimónia que assinala extinção do Incêndio do Chiado
  • Apresentação do novo Veículo Plataforma VP45
    Apresentação do novo Veículo Plataforma VP45

As primeiras palavras de Fernando Medina foram de agradecimento aos bombeiros que então combateram o incêndio – alguns hoje presentes –, “a quem muito devemos pelo facto de aquele violento incêndio, apesar da profunda marca que deixou na cidade, ter sido possível conter 12 horas depois e ter-se evitado o que muitos temiam, que era uma tragédia de muito maiores dimensões”.

A partir dessa data, a cidade iniciou “um longo trajeto de recuperação do Chiado”, assinalou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa. O trabalho, “difícil e controverso” só terminou há poucos anos com a conclusão das obras dos Terraços do Carmo, da responsabilidade de Siza Vieira, com a colaboração da câmara e da GNR, salientou.

A “melhor forma de assinalarmos o dia que marca os 30 anos do fim do incêndio do Chiado, é mostrarmos que aprendemos as lições daquela tragédia e que tudo fazemos para que ela não se repita”.

A autarquia, através do RSB, “tem feito esse trabalho” e o sistema de protecção civil da cidade está “mais forte do que nunca”. O regimento vai admitir em breve mais 130 operacionais, anunciou, num ano que “marca o maior investimento infra-estrutural do RSB”, com a aquisição de viaturas e a construção de novos quartéis, com destaque para o novo quartel central em Chelas.

Maior incêndio da cidade no século XX

Aproximadamente 12 horas decorreram entre o alerta e a sua extinção, recordou Pedro Patrício, num combate que envolveu mais de 1 500 operacionais, de 60 corporações, e 150 veículos de socorro. Das 75 vítimas, 2 foram mortais, sendo um bombeiro do RSB, afirmou o comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.

Trinta anos passados “o combate aos incêndios e a proteção de pessoas e bens evoluiu de forma contínua e sistemática”. A organização dos meios, as técnicas de combate, o investimento na formação e nas condições de segurança, a par da legislação de segurança em matéria de incêndios em edifícios, são exemplos que “marcam a viragem do século em matéria de evolução do serviço de socorro na cidade”, sublinhou Pedro Patrício.

Investimento de 700 mil euros em nova viatura

No final da cerimónia, foi apresentado o novo Veículo Plataforma VP45, “uma ferramenta indispensável no combate aos incêndios urbanos” na cidade. O veículo, de 26 toneladas, permite trabalhar a uma altura de 45 metros, com bomba de combate a incêndios com débito de 4 000 litros por minuto. A “possibilidade de resgate de vítimas nas margens do rio” é outra das valências desta nova viatura.

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