Habitar, Mobilidade, Urbanismo

Inês Medeiros e Fernando Medina debateram Almada e Lisboa

23, Abril 2018
  • Debate "Os Dois Lados do tejo"
    Debate "Os Dois Lados do tejo"

A revista Visão, no âmbito da comemoração do seu 25º aniversário, promoveu no dia 22 de abril, no renovado Cineteatro Capitólio, um "duelo criativo", que colocou frente a frente os presidentes das autarquias de Almada e de Lisboa, Inês de Medeiros e Fernando Medina, respetivamente.

Com moderação de Filipe Luís, editor executivo daquela revista, o debate incidiu sobre "os dois lados do Tejo", nomeadamente sobre o que afasta ou une as duas cidades, tendo os transportes e a habitação como temas fortes. ambos os autarcas concordaram que existe complementaridade entre as duas cidades mas que "há ainda muito para fazer para aproximar as duas margens".

"O que separa as duas cidades não é o rio, mas a falta de transportes", considerou Fernando Medina, "pois durante muito tempo não houve investimentos neste domínio e os transportes públicos não estão acessíveis às populações que têm que se deslocar entre as duas cidades, deixando-as dependentes do automóvel". Para o edil lisboeta, é necessário "baixar os preços dos transportes públicos, com a redução do tarifário e a criação de um bilhete único intermodal". Para o efeito, o autarca considera que é necessário que a AML assuma competências na mobilidade metropolitana, ao nível da criação de um plano de investimentos e com poder de regulação e de intervenção nas empresas de transportes.

Inês de Medeiros, que afirmou o imperativo de "apostar no transporte fluvial", concordou com o homólogo da capital, revelando que todos os autarcas da Área Metropolitana de Lisboa estão com o seu presidente (função desempenhada por Fernando Medina), disponíveis para assumir novas competências no sentido de "melhorar os transportes públicos como alternativa ao automóvel".

Respondendo a questões sobre os problemas de habitação na cidade de Lisboa, Fernando Medina sublinhou a necessidade de "fazer funcionar o mercado de arrendamento de longa duração através de medidas de normalização". Nesse sentido, defendeu a intervenção dos poderes públicos na regulação do mercado, nomeadamente através da "colocação no mercado de arrendamento de edifícios reabilitados sob gestão pública, a rendas acessíveis para as classes médias". O autarca referiu-se a iniciativas nesse sentido tomadas pela autarquia lisboeta, como o Programa Renda Acessível que prevê a colocação neste mercado de 6000 fogos, e defendeu a aquisição de património da Segurança Social com o mesmo fim.

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