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Investimento público é fundamental para a economia, a coesão e o bem-estar, diz Fernando Medina

16, Janeiro 2017
Investimento Público Sustentável: Efeitos na Alavancagem da Economia é o tema de um seminário que decorre durante toda a manhã na União de Associações de Comércio e Serviços da Região de Lisboa e Vale do Tejo, aberto pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

Fernando Medina afirmou esta manhã que o investimento público constitui uma medida de fulcral importância para a dinamização da economia na cidade e para a promoção da qualidade de vida da população. O edil discursou na abertura do seminário “Investimento Público Sustentável: Efeitos na Alavancagem da Economia”, que decorre na União de Associações de Comércio e Serviços da Região de Lisboa e Vale do Tejo (UACS).

No encontro, que será encerrado pelo vereador das Finanças, João Paulo Saraiva, Fernando Medina verberou o facto do investimento publico ter sido “votado ao ostracismo na sociedade portuguesa nos últimos 15 anos” e adiantou que Lisboa será “muito provavelmente uma das cidades que está a investir mais” e, em simultâneo a diminuir o passivo e o endividamento municipal. 

 

Da reabilitação à inclusão social

“Não há milagre das rosas”, acautela, esclarecendo que a autarquia vive um momento excepcional do ponto de vista das receitas, o que permite “canalizar o excesso de receitas extraordinárias sobre o imobiliário, para redução da dívida e investimento.” E sublinha ainda que o investimento tem sido feito com “financiamento quase exclusivamente municipal”, ao mesmo tempo que a Câmara de Lisboa atingiu uma situação de praticamente pronto pagamento aos fornecedores. 

Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa é preciso ter “uma visão prática e concreta do investimento numa cidade” e por isso explica com algum detalhe a estratégia da autarquia nesta área, frisando desde logo as obras em curso. “Porquê investir numas obrinhas?”, questiona. Porque o investimento em zonas como a frente ribeirinha, a Fontes Peeira de Melo, o Saldanha ou a Avenida da República permitirá promover o desenvolvimento económico e o turismo naquela zona, ao mesmo tempo que melhora a qualidade de vida dos residentes. 

O investimento nos transportes públicos é outra das chaves fundamentais, pois, esse é um caminho que não só permite melhorar todo o funcionamento e economia da Área Metropolitana, como trará “ganhos económicos, do ponto vista da qualidade e também na economia do país.” 

Mas o investimento deve ser também efectuado na área da inclusão social, diz, explicando que para além da dignidade humana e da inclusão social, “é absolutamente central para o desenvolvimento económico na área urbana.” Medina lembra que cerca de 25 por cento da população residente em Lisboa tem mais de 65 anos, “à beira da reforma, com esperanças de vida mais elevadas e com capacidade para pôr ao serviço da comunidade o seu saber e as suas competências, pelo que é preciso cuidar para esta esta população aspectos tão simples como a segurança pedonal, serviços de assistência médica e alimentar e cuidados continuados.” O inverso conduz a fenómenos de desertificação em certas zonas e à falta de dinamismo económico, sublinha.  

O plano de drenagem da cidade é outra área em que o investimento público é fundamental, diz Medina, que deixa um desafio para debate: “O investimento público é ou não relevante do ponto de vista da economia, da coesão e da qualidade de vida? Encontremos então as forma de o promover, desmontando este bloqueio ideológico a que tem estado votado.”

No seminário, que contou com cerca de 130 participantes, incluindo alguns vereadores da autarquia, técnicos e dirigentes, intervieram nomes como Maria Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas, Alfredo Marvão Pereira, professor catedrático, ou João Varejão Faria, representante da Comissão Europeia em Portugal. 

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