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Lisboa, a cidade mais sexy do mundo

16, Novembro 2013
  • Festival In - Lisboa Cidade mais sexy do mundo
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  • Festival In - Madrid Lisboa
    Festival In - Madrid Lisboa
  • Festival In - Madrid Lisboa
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  • Festival In - Madrid Lisboa - Inovation
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  • Festival In
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A questão foi lançada a António Costa, presidente da Câmara Municipal, e a Carlos Coelho, referência portuguesa no domínio do marketing, que são peremptórios na afirmação de que a capital portuguesa tem todas as condições para ser a cidade mais sexy do mundo, apresentando mesmo vantagens em relação a capitais como Praga, Paris, Veneza ou Londres. O debate, moderado por Ana Mesquita, decorreu em 16 de novembro na Feira das Industrias de Lisboa (FIL), no âmbito do Festival IN.

Para António Costa a cidade de Lisboa tem o privilégio de ser distinguida ao longo da história pela sua marca geográfica. “Tem o anfiteatro natural das colinas e aquele extraordinário espelho de água do estuário do Tejo, que reflecte esta luz extraordinária e única”, explica. Bem como a calçada portuguesa, "que ajuda muito a que a luz penetre na cidade", e a nossa herança árabe. 

 

Melhor que as melhores

A luz, o Terreiro do Paço, a ponte 25 de Abril, o Tejo, o Fado, as gentes, a geografia, a arquitetura, a vida noturna, a gastronomia e a cultura são algumas das qualidades apontadas por António Costa e Carlos Coelho, que transformam a Cidade das Sete Colinas num destino de excelência para visitantes e num local aprazível para viver. A que se juntam ainda o "Amarelo da Carris", a multiculturaridade, os contrastes ou a "arte de bem receber". O que faz uma cidade sexy é a sua alma, o seu património físico e não físico, e é isso que Lisboa tem. 

"Estamos a falar de uma das cidades mais bonitas do mundo", afirma Carlos Coelho, para quem "nós só concorremos mesmo com Veneza, Paris ou Praga mas temos mais e melhor", o que diferencia Lisboa dos outros destinos europeus é o facto de ser uma experiência única, defende António Costa.

Edil e marketeer comungam também da opinião de que se pode ainda fazer muito por Lisboa, desde logo aproveitando melhor as condições naturais que a cidade detém mas por outro lado apostando na dinamização de um conjunto de valências que são atrativas e podem ser ainda mais valorizadas. A famosa (e "muito sexy") sardinha é disso exemplo, e a estratégia que a Câmara Municipal tem adotado nos últimos anos começa a dar frutos.

O que passa também pela descoberta das nossas coisas, pelo saber fazer e valorizar o que fazemos. E por "sermos sedutores" com o que fazemos e temos. "As marcas das cidades fazem-se de cada um de nós" afirma Carlos Coelho, "a modéstia com que vimos e vemos as nossas coisas ajudam-nos a comunicar com os outros mas prejudica-nos muito a afirmar o que valemos", remata António Costa.   

Entre a assistência pontuaram algumas caras conhecidas como Teresa Ricou, do Chapitô, ou o músico João Gil, que no final dirigiram algumas perguntas aos oradores.  

 

Criatividade e inovação, a experiência de Madrid

Também no dia 16 decorreu na FIL a conferência “Madrid Lisboa, Lisboa Madrid”, evento que juntou Belén Elisa Díaz Pérez, especialista em economia criativa, Paulo Soeiro de Carvalho, Diretor de Economia e Inovação da Câmara de Lisboa, e Paulo Cunha e Silva, vereador da Cultura do município do Porto.

Com o objetivo de mostrar o que de novo está a ser feito nas cidades criativas, Belén Peréz apresentou o caso de Madrid e sublinhou o prazer do diálogo entre as duas capitais. Para a especialista é importante partir-se da criatividade e da inovação para que as ideias ganhem força, apostando numa mudança de paradigma assente na passagem da estandardização para a diferenciação. Uma cidade criativa é inovadora, conectada pelos seus bairros, por exemplo, e também entre o público e o privado, reinventando-se num processo contínuo. 

Para esta reinvenção concorrem também os grandes eventos, em que as indústrias culturais e criativas detêm um papel fundamental para a imagem da cidade. “As cidades criativas têm que ser lugares de emoção e experiência”, acrescentou Belén Pérez. Por isso é preciso que apostem em atrair toda a classe criativa para colocar o talento ao serviço da sociedade, concluiu a especialista, referindo e ilustrando com a apresentação de um vídeo, o esforço de diferenciação que duas câmaras municipais da Área Metropolitana de Madrid têm vindo a fazer: Las Razas e Getafe.

 

Industrias criativas em Lisboa

Paulo de Carvalho agradeceu o empenho e o convite da AIP (Associação Industrial Portuguesa), para o sucesso deste “festival único”, sem esquecer a equipa da CML, que nos últimos dois anos e meio tanto contribuiu para a criação de novas empresas e para a ligação à Universidade. Partindo da identificação de clusters estratégicos e da atribuição do seu valor, foram estabelecidas prioridades iniciais de economia criativa. 

O que os atores dos diferentes setores de atividade têm em comum, enfatizou, “é que todos amam o que fazem”. São atividades não facilmente relacionadas com o mercado e com um modelo de negócio, pelo que é necessário transformar as ideias em inovação e em produtos, o que pode ser conseguido procurando integrar as indústrias criativas na indústria já existente.

É nas cidades que se passa a competição internacional e por outro lado as pessoas escolhem primeiro a cidade em que querem viver e só depois o emprego, acrescentou. Por isso “é importante pensar estrategicamente a longo prazo mas também interagir com os atores e montar projetos”. Lisboa é uma das cidades mais competitivas, inovadoras e criativas da Europa, que com mais de 100 estabelecimentos de ensino superior e 130 mil estudantes, pode ser colocada no mapa das escolhas dos estudantes de todo o mundo.

Baseando-se no documento “blueprint da cidade de Lisboa” apresentado em maio passado no decorrer do Warm Up do Festival IN,  Paulo de Carvalho recordou os projetos que têm sido desenvolvidos: desde o LxFactory e o FabLab, passando pela Rua Cor de Rosa no Cais do Sodré e pela Central Station, ali ao lado, até às Coworks, são um conjunto de espaços, edifícios e bairros recriados, tornando-se espaços de encontro e partilha. O empreendededorismo criativo não tem que ser tecnológico, sublinhou, pode ser simples, como aconteceu com o primeiro projeto de um novo design para embalar conservas com o apoio da autarquia.

À margem das conferências, palestras e workshops, no palco Animagest, onde os visitantes puderam deliciar-se com uma Flashmob da Big Band da Escola de Jazz do Barreiro, Ana Dias da PT e Paulo e Carvalho apresentaram o projeto Inovation, uma plataforma online criada para apresentação de ideias que possam atrair, desenvolver e reter em Lisboa novos projetos culturais e/ou criativos. Os autores das ideias de maior potencial serão premiados após o festival (veja aqui mais informação, apresentação de ideias e votação).

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