Ajuda, Alcantara, Ambiente

Lisboa a Compostar na Francisco Arruda

19, Dezembro 2018
O agrupamento de escolas conta agora com mais uma dezena de compostores, que apoiam a reciclagem para as hortas das escolas em Alcântara e Ajuda.

Uma dezena de compostores foi entregue em 18 de dezembro na Escola Básica Francisco Arruda, Alcântara, pelo programa Lisboa a Compostar. A iniciativa, que se destina a apoiar e alargar o programa ambiental do agrupamento, distribuído também pela freguesia da Ajuda, permite ainda aumentar a sensibilização para a reciclagem dos resíduos alimentares junto da comunidade escolar. 

Luisa Costa, diretora do agrupamento, recebeu simbolicamente os compostores destinados às quatro escolas que o integram, para além da Francisco Arruda, designadamente a Raul Lino, a Santo Amaro, a Alexandre Herculano e a Homero Serpa. 

O momento foi ainda assinalado por uma curta acção de sensibilização com mais de uma dezena de professores, inicialmente previsto para ser realizado junto às hortas da escola mas transferido para uma das suas salas, face à chuva que se fazia sentir.

“Pelo menos há cinco anos que fazemos compostagem na Francisco Arruda”, explica-nos a professora Catarina Costa, nortenha que dá aulas de Matemática e Ciências mas é uma das mais entusiastas ambientalistas e responsável pelo programa de compostagem na escola.

Na Francisco Arruda já têm três compostores, este reforçam agora os equipamentos disponíveis e seguem também para as restantes escolas, onde já existem, ou existiram, hortas, e o recurso à compostagem será também dinamizado. 

Atualmente na horta da Francisco Arruda estão envolvidos cerca de 25 alunos, as favas começam a nascer mas o solo “é muito pobre” e por isso a compostagem tem, para além da vertente educativa nas questões do ambiente e da sustentabilidade, uma utilidade prática. 

No plano curricular é uma atividade transversal incluída no programa Eco-Escolas, mas a “compostagem não tem que estar diretamente relacionada com a horta”, sublinha Catarina Costa, para clarificar que a estratégia passa pela sensibilização de alunos, e, por esta via, as famílias, para a reciclagem dos resíduos domésticos. 

Essa foi, de resto, a razão que levou o programa Lisboa a Compostar a apoiar com equipamentos o agrupamento, explica a técnica municipal Catarina Valente. O programa é dirigido à compostagem doméstica e a colocação de equipamentos nas escolas não deixa de perseguir esse objetivo, clarifica, pois não só os alunos passam a ter maior sensibilidade para a reciclagem dos resíduos domésticos, como mobilizam a família e vizinhos para essa atitude. “O importante é reduzir e reaproveitar”, diz. 

Com quatro mil compostores para entregar gratuitamente à população lisboeta que tenha um quintal, jardim ou logradouro, o Lisboa a Compostar tem atualmente cerca de 2 100 inscrições e mais de mil equipamentos entregues. Em breve entra em funcionamento a vertente comunitária do programa, que disponibiliza em vários pontos da cidade compostores destinados a munícipes que, vivendo em apartamentos sem jardim ou logradouro, desejem reciclar os seus resíduos orgânicos.