Lisboa assinala Dia Mundial do Teatro

Março 27, 2013
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No dia em que se celebra o Dia Mundial do Teatro, 27 de março, António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, visitou o Teatro “A Comuna” para formalizar a renovação do protocolo de cedência do edifício, a esta companhia de teatro de pesquisa, e associou-se à homenagem a João Villaret, no centenário do seu nascimento.

João Mota, fundador e diretor do teatro, agradeceu “ao amigo e ao politico” António Costa, bem como ao pelouro dos Espaços Verdes e da Cultura, representados pelos vereadores Sá Fernandes e Catarina Vaz Pinto, todo o apoio prestado pela autarquia, na recuperação deste espaço, pois, disse ainda, “se os políticos não estiverem interessados não há cultura”.

Reconhecendo o “trabalho importante desta companhia”, consubstanciado na renovação do protocolo de cedência do edifício por mais 15 anos, renovável por igual período, António Costa manifestou o empenho da câmara no apoio ao teatro, mantendo dois teatros municipais na cidade, Maria Matos e São Luiz, e apostando na reabilitação do Capitólio e Variedades, no Parque Mayer, bem como de uma antiga carpintaria na rua de São Lázaro, para que “outros façam dele um espaço de cultura”, disse ainda.

Para o presidente da câmara, manter “A Comuna” é “uma forma de manter vivo o teatro e a cultura”, manifestando a esperança de que “havemos de conseguir fazer mais, daquilo que sonhamos em conjunto”.

“Um arzito de poesia nunca fez mal a ninguém”, disse um dia João Villaret, homenageado no espetáculo “A palavra dos poetas”, por Carlos Paulo, Ana Lúcia Palminha e Hugo Franco, reavivando a memória de um artista multifacetado, que começou cedo como bailarino mas acabou “levando a poesia a toda a parte”, falando também o fado, pois “se o fado se canta e se chora também se pode falar”.

Neste dia dedicado ao teatro, instituído em 1961 pela UNESCO, para celebrar a arte milenar criada pela civilização da antiga Grécia, António Costa esteve ainda na Casa do Artista, para agradecer, em nome da cidade de Lisboa, todo o trabalho que estes profissionais fazem, numa época em que “há cada vez menos apoios” a uma “arte insubstituível apesar do cinema e da televisão”, a única que permite “o contacto direto com as pessoas”.

Vítor de Sousa, Sandra Barata Belo, Digo Infante, Cláudia Semedo, Manuela Maria, Silvia Rizzo, Io Apolloni, Almeno Gonçalves, Margarida Carpinteiro, Florbela Queiroz, entre muitos outros nomes do teatro presentes, na casa que Raul Solnado ajudou a erguer, agradeceram a António Costa o facto de “ainda haver quem se preocupe com a cultura e o teatro”.



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