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Lisboa comemora Dia Mundial do Teatro

27, Março 2017
A Câmara de Lisboa, à semelhança de anos anteriores, organizou no dia 27 de março, na Casa do Artista, mais um encontro com os profissionais do teatro, por ocasião do Dia Mundial do Teatro celebrado em todo o mundo.
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O encontro que contou com a presença dos vereadores Catarina Vaz Pinto, Paula Marques, João Ferreira, e Carlos Moura, reuniu nomes como Eunice Muñoz, Glória de Matos, Manuela Maria, Virgílio Castelo, Victor de Sousa, Io Apolloni e José Cabeleira, presidente da Apoiarte, entre cerca de duas centenas de convidados e residentes.

Para a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto o teatro “é um elemento importantíssimo de intervenção cívica, um fator de expressividade individual e coletiva, de partilha de convicções, valores e afetos numa lógica de proximidade e de experiencia ao vivo” e que “neste tempo em que tudo é tão tecnológico, o teatro pode ajudar no retorno à escuta e à relação com o outro”. 

Catarina Vaz Pinto demonstrou ainda a vontade que a Câmara de Lisboa tem em conseguir chegar a essa “enorme massa de pessoas que, ou porque não sabe, ou porque não conhece, ou porque nunca foi estimulado, nunca teve essa experiência mágica de ir ao teatro e de ouvir uma história, pensar sobre um tema, olhar de uma forma diferente para a sua vida do dia-a-dia, é essa a nossa batalha”.

A atriz francesa Isabelle Huppert, autora da mensagem oficial da UNESCO para o Dia Mundial do Teatro de 2017, considera que o "teatro é muito forte" e "resiste e sobrevive a tudo, à guerra, à censura, à penúria". A mensagem transmitida pelo ator Carlos Paulo afirma que o teatro "é a capacidade de representar outro", é a "ausência de ódio", é a possibilidade de criar cidadãos do mundo.

Catarina Avelar, atriz, partilhou a mensagem nacional da Sociedade Portuguesa de Autores, de João Brites, na qual o dramaturgo dirige-se aos seus companheiros de teatro, ao público que vai ao teatro e até àqueles que nunca vão ao teatro: "Acredita que mesmo nos períodos mais horríveis, sujeitos a bombardeamentos ou a perseguições, poder-nos-ás encontrar, como sempre tem acontecido, nas catacumbas das cidades, nas caves dos prédios destruídos ou refugiados nas montanhas mais inóspitas, escondidos nas suas cavernas. Mesmo isolados ou prisioneiros continuaremos a observar a nossa sombra e com ela aprender a ler e a compreender o que ela tem para nos ensinar. Enquanto não for possível roubarem-nos a sombra, não deixaremos de brincar com os efeitos que ela produz nas paredes das grutas, para melhor nos podermos rir ou chorar dela e com ela."

No final do convívio, os pequenos atores da Apoiarte dirigiram-se à vereadora da Cultura convidando-a a estar presente na próxima peça daquele grupo de teatro infantil.

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