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Lisboa tem um novo portal de dados abertos

11, Fevereiro 2016
Chama-se Lisboa Aberta, já está online em dados.cm-lisboa.pt e disponibiliza informação diversa. Transportes, serviços, cultura ou dados estatísticos, o portal vai crescer, é interactivo e não exige qualquer registo.

“O primeiro dia de uma nova fase do desenvolvimento da nossa cidade”, afirmou Fernando Medina no lançamento do “Lisboa Aberta”, um novo portal de dados abertos que concentra informação diversificada sobre a capital. A cerimónia decorreu em 11 de fevereiro nos Paços do Concelho e juntou representantes de diversas entidades e empresas que participam no projeto. 

A plataforma está já disponível online (dados.cm-lisboa.pt) e procura cumprir três grandes objetivos, afirmou na sua apresentação o vereador com o pelouro dos Sistemas de Informação, Jorge Máximo: aumentar a participação e o envolvimento dos cidadãos cidadãos, promover a capacitação e a inclusão digital, estimular a partilha de dados e a inovação aberta. 

Envolve empresas como a Fertagus, a Administração do Porto de Lisboa, a ANA, a MEO, a EDP, a Associação de Turismo de Lisboa, o Instituto Nacional de Estatística, a EPAL, os Transportes de Lisboa ou a EMEL, uma parceria que o presidente da Câmara Municipal considera “importante, para um projeto que tem um cunho central de modernidade e também de democracia." 

Trata-se de “uma mudança de paradigma” na disponibilização de dados em Lisboa e por isso Paulo Soeiro de Carvalho, diretor municipal de Economia e Inovação, apresentou também um projeto de aceleração de empresas que pretende envolver startups e empreendedores da cidade no aproveitamento do portal. Um projeto que, diz, procura “transformar Lisboa num grande laboratório de inovação”.

 

Mudança de atitudes

Fernando Medina salienta a informação útil disponibilizada “para a melhoria das condições de vida na cidade” e frisa que será implementado de forma viva, dinâmica e surpreendente. “Um passo de gigante” no ponto de vista da cultura, da atitude e da melhoria da vida na cidade, “até fascinante em alguns sentidos”, diz, salientando que se trata “de uma nova atitude das organizações envolvidas”. 

De resto, Jorge Máximo lembra alguns projetos em Lisboa que procuram aumentar a participação e a partilha, como a o Orçamento Participativo ou a rede de centros de cidadania digital, e adianta que “hoje o desafio é o de incentivar a eficiência na utilização de recursos em cidades que se querem mais sustentáveis e inteligentes”, com um tripo desafio: melhor governança, melhor cidadania ativa e mais desenvolvimento económico. 

O Web Summit é já em Novembro e Medina relembra que a maior preocupação da autarquia se prende com a forma como “poderemos aproveitar a dinâmica criada” pelo evento, que, para além do elevado número de empreendedores e atores ligados à área da economia e inovação, terá pela primeira vez um debate centrado nos problemas das cidades e particularmente nos principais desafios que hoje se lhes colocam: o aquecimento global e o desenvolvimento. 

“Muito do que este novo portal disponibiliza é precisamente a resposta aos problemas concretos que são vividos nas cidades”, frisa, salientando que a plataforma será vista pelos muitos autarcas que visitarão Lisboa nessa altura. 

 

Laboratório de inovação

É também com os olhos postos no Web Summit que Paulo Soeiro de Carvalho encara esta nova plataforma e o projeto de mobilizar os atores ligados ao empreendedorismo na cidade de Lisboa para, “em torno de uma atitude proactiva”, estimular a partilha de dados, aumentar o empreendedorismo e a inovação e dar mais um importante passo para a transformação de Lisboa numa “verdadeira Startup Cty”. 

É preciso aproveitar “o ciclo extraordinário” que Lisboa atravessa, salienta, pelo que o objetivo centra-se na utilização de sinergias que a nova plataforma poderá propiciar, para que possam ser aplicadas no aumento do empreendedorismo e do emprego. 

Com a parceria da Portugal Telecom e da Beta-I, o programa procura “transformar Lisboa num grande laboratório de inovação aberta”, do turismo à tecnologia. Promovendo  uma autêntica “fusão do digital com o físico”, será construído “um kit de dados” que será aplicado por 10 empresas em diversos espaços ou bairros da capital. 

“Porque gostávamos que a apresentação dos resultados ocorresse num momento particularmente feliz para a cidade” o objetivo é que seja feita durante o Web Summit, revela.