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Lisboetas correm por um novo hospital pediátrico

30, Abril 2016

Cerca de duas mil pessoas participaram este sábado, na avenida Brasília, na zona ribeirinha de Lisboa, na 5ª edição da Corrida Dona Estefânia – Dia da Mãe. Jorge Máximo, vereador do Desporto, e o cirurgião Gentil Martins, deram a partida da prova de 10 km.

Uma vez mais apoiada pela Câmara de Lisboa, a prova pretendeu, sobretudo, ser “uma chamada de atenção" para a "importância de construir um novo hospital pediátrico autónomo" em Lisboa.

Para a Plataforma Cívica em defesa de um novo hospital pediátrico em Lisboa e do património do Hospital Dona Estefânia (HDE), que tem vindo a defender esta causa desde 2008, como lembrou o cirurgião pediátrico Gentil Martins, "Lisboa não pode deixar de acompanhar o que se faz em todo o mundo civilizado". A verificar-se o encerramento anunciado do HDE, sem a substituição por um novo hospital, Portugal seria "o primeiro país a encerrar o hospital pediátrico da sua capital", alertam os representantes da Plataforma Cívica.

Em 2011, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por unanimidade dos partidos, uma moção solicitando que no Plano Diretor Municipal seja consignado um espaço para a construção de um novo hospital pediátrico, no parque hospitalar de Chelas, próximo do futuro Hospital de Todos-os-Santos.

Rosa Mota e Carlos Lopes foram os padrinhos desta edição da Corrida Dona Estefânia, que, desde 2012, "alerta para o erro de extinguir o único hospital pediátrico de Lisboa e do sul do país".

Os fundos angariados revertem a favor da Liga dos Amigos do Hospital Dona Estefânia.

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