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Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade celebram "diferenças"

16, Junho 2018
A Marcha do Orgulho LGBT (MOL), passa, a partir deste ano, a chamar-se Marcha do Orgulho LGBTI+. "Inclusão, e representatividade das pessoas intersexo", são duas causas defendidas pelo movimento, que explicam a nova designação. Valores comuns à "Festa da Diversidade", na perspetiva de um diálogo intercultural que permita aceitar a diferença, vivenciá-la, e praticá-la com respeito.
  • 19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa
    19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa
  • Vereador Ricardo Robles na Festa da Diversidade em Lisboa
    Vereador Ricardo Robles na Festa da Diversidade em Lisboa
  • 19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa
    19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa
  • 19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa
    19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa
  • 19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa
    19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa
  • 19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa
    19ª edição da Marcha LGBTI+ e Festa da Diversidade em Lisboa

Como habitualmente, a cidade de Lisboa acolheu mais uma edição da MOL, que visa "promover a igualdade de direitos, e combater a discriminação com base na orientação sexual e identidade de género".

Milhares de pessoas desfilaram esta tarde entre o Príncipe Real e a Ribeira das Naus, culminando na "Festa da Diversidade". Ricardo Robles, vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, e Rosa Monteiro, Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, marcaram presença nesta 19ª edição do evento.

"Acesso à saúde, proteção contra discriminações, autodeterminação das identidades de género e solidariedade internacional para com a comunidade LGBTI+ em todo o mundo", são algumas das questões "ainda por resolver", que os organizadores da Marcha quiseram trazer para a discussão pública.

Ao longo da tarde, palavras de ordem como “Eu veto a discriminação”, “Racismo não é opinião, é crime”, “Direitos LGTI+ são direitos humanos”, traduziam o sentir de milhares de pessoas, e das organizações envolvidas: Academia Cidadã; actiBIstas - coletivo pela visibilidade bissexual; Amnistia Internacional - Portugal; APF - Associação para o Planeamento da Família; GAT - Grupo de Ativistas em Tratamentos Grupo Transexual Portugal; ILGA Portugal; Lóbula; Opus Gay; Panteras Rosa; Por Todas Nós; Queer IST; Queers on Wheels; rede ex aequo; SOS Racismo.

Festa da Diversidade

Durante este fim de semana, a Ribeira das Naus celebra a Diversidade, numa festa quer contribuir para um diálogo intercultural que permita, para além de reconhecer e aceitar a diferença, vivenciá-la e praticá-la com respeito.

Um espaço de encontro com a MOL que, para Ricardo Robles, foi "provavelmente, a mais participada da sua história”.

"É preciso garantir que a luta por estes direitos continua", e a autarquia está "absolutamente solidária" com este movimento, que "luta pela liberdade sexual e pela sua auto determinação". Esta é "uma cidade de portas abertas", concluiu.

Guto Pires, Farra Fanfarra, Tocá Rufar, Costa Neto, Calú Moreira, Carlão, entre muitos outros, vão animar a Festa, ao longo dos dois dias.

Junho é o mês do Orgulho LGBT

28 de Junho de 1969 é uma data assinalada em todo o mundo pela comunidade LGBT. Neste dia, no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, registaram-se confrontos graves com a polícia. Na sequência de uma (já habitual) rusga policial ao bar – por permitir a entrada a homossexuais e travestis – a reação da comunidade à  "violência descabida das autoridades", deu origem a tumultos que se prolongaram por uma semana.

No ano seguinte, o acontecimento foi assinalado com a primeira marcha reivindicativa, nos Estados Unidos. O movimento estendeu-se a todo o mundo, na defesa dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transgéneras.

O bar Stonewall Inn foi, entretanto, declarado monumento histórico, pelo Comité de Preservação de Sítios Históricos de Nova Iorque. É o primeiro local gay do mundo a receber este tipo de classificação, que garante que "o local não poderá ser restaurado sem autorização ou, por exemplo, ser demolido".

Leia aqui o Manifesto da MOL 2018





















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