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Meia maratona de Lisboa com milhares de atletas nacionais e estrangeiros

11, Março 2018
Apesar do mau tempo, anunciado, que se fez sentir na região de Lisboa, cerca de trinta e cinco mil atletas, incluindo seis mil estrangeiros, participaram este domingo numa das mais emblemáticas provas da distância a nível mundial. Este ano, pela primeira vez, o local de partida foi transferido da Ponte 25 de Abril, para o eixo norte-sul, junto a Sete Rios.
  • Meia maratona volta a receber milhares de atletas nacionais e estrangeiros
    Meia maratona volta a receber milhares de atletas nacionais e estrangeiros
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    Meia maratona volta a receber milhares de atletas nacionais e estrangeiros

Manifestando a sua "tristeza" por "não termos atravessado a ponte", Carlos Móia assumiu no entanto que a alteração do local de partida foi "a melhor atitude que tomámos, foi a mais difícil, de fazer um plano b, e não permitir às pessoas que passassem a ponte 25 de Abril". As medidas de segurança, vincou, impediram que tivesse acontecido algum acidente, face às condições atmosféricas adversas.

Só ontem, sábado, foi decidido o percurso final, e apesar dos 28 anos de experiência, confessou, não foi fácil alterar a planificação. As câmaras municipais, bem como todas entidades envolvidas, foram "fantásticas".

Lisboa, na pessoa do vice-presidente Duarte Cordeiro, assegurou desde logo a responsabilidade pela limpeza do local da partida por parte da câmara, bem como a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, revelou Carlos Móia.

Para o responsável do Maratona Clube de Portugal, a corrida "fantástica" na elite masculina, com 12 atletas na casa dos 60 minutos, "deve ter sido a melhor corrida da meia maratona". Sem este vento, disse, seguramente os tempos teriam sido melhores.

Na apresentação da prova, Duarte Cordeiro considerou que “foram eventos como a meia maratona de Lisboa que nos permitiram garantir a distinção de sermos a Capital Europeia do Desporto em 2021. É com eventos como este que se mostra a vitalidade que Lisboa tem, não só a cidade como toda a área metropolitana”. O vereador, com o pelouro do Desporto, quis ainda sublinhar a importância desta prova “não só pela sua dimensão mas também porque oferece a oportunidade de pessoas de todas as idades e de várias condições físicas poderem participar”.

Desde 2016, a meia maratona de Lisboa tem renovado o título Gold Road Race, atribuído pela International Association of Atlhetics Federations.

Na meia maratona elite feminina, a etíope Etagegne Woldu foi a vencedora, enquanto nos homens, o mais rápido a chegar à meta junto ao Mosteiro dos Jerónimos foi o queniano Erick Kiptanui.

David Weir da Grã Bretanha, e a brasileira Vanessa Cristina, venceram a prova de cadeira de rodas.

Entre os portugueses, as fracas classificações refletem o facto das ausências já anunciadas, dos melhores meio fundistas nacionais, em virtude da sua participação no campeonato nacional de corta mato longo, já na próxima semana.

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