Município, Santa Maria Maior

Missa da Solenidade de S. Vicente

22, Janeiro 2019
  • Solenidade de S. Vicente
    Solenidade de S. Vicente

A Sé Patriarcal de Lisboa acolheu, no dia 22 de janeiro - Dia de S. Vicente, a Missa da Solenidade deste santo padroeiro da cidade, numa celebração conjunta da Diocese de Lisboa e da Câmara Municipal de Lisboa.

A ocasião solene, que contou com a presença do presidente da edilidade lisboeta, Fernando Medina, acompanhado pelos vereadores Catarina Vaz Pinto, José Sá Fernandes e Miguel Gaspar, foi presidida pelo Bispo Eleito do Funchal, D. Nuno Brás. No final da cerimónia, como é tradição, o presidente da CML depositou um ramo de rosas brancas junto do relicário de S. Vicente - uma arca com as relíquias do santo.

Durante a solenidade litúrgica, o Bispo do Funchal (e antigo Bispo Auxiliar de Lisboa) proferiu a homília, que versou o exemplo do santo mártir. A missa foi co-celebrada por D. Nuno Brás e pelos bispos auxiliares de Lisboa, pelos cónegos do Cabido da Sé, pelo vigário da Basílica de Santa Maria Maior (onde está sediada a Sé Patriarcal), pelo cónego Luís Manuel, diversos outros vigários das paróquias diocesianas, diáconos e demais cleresia.

Santo padroeiro de Lisboa

A relíquia de S. Vicente foi trazida para Lisboa desde o Cabo de S. Vicente ("Promontorium Sacrum", Sagres) durante o reinado e por ordem do rei fundador de Portugal, Afonso Henriques I, durante uma atribulada viagem quando, segundo reza a lenda, a barca onde viajou terá sido escoltada por dois corvos - barca e corvos que estão na origem do brasão de armas da cidade de Lisboa.

A sua entrada na cidade terá sido feita através de um antigo esteio do rio Tejo, entrando na urbe até cerca da atual praça de Martim Moniz, onde mais tarde a cerca fernandina teve uma porta chamada "de S. Vicente".

O santo padroeiro de Lisboa foi diácono de Saragoça e bispo em Valência, onde sofreu martírio, no ano 304 d.c., por ocasião da perseguição que o imperador romano Diocleciano moveu aos cristãos peninsulares através do delegado imperial para a Ibéria, Daciano.

Pela mesma época (séc. IV) e às mesmas ordens, Lisboa encontrava nos irmãos Veríssimo, Máxima e Justa os seus primeiros santos mártires, por recusarem abjurar a fé cristã (a sua igreja, na colina de S. Francisco / Chiado, recorda o estabelecimento da primeira paróquia cristã após a reconquista, sendo bispo D. Gilberto).

O primeiro bispo de Lisboa referenciado em fontes escritas, D. Pomônio, foi ereto na mesma época (séc. IV), embora em condições semi-clandestinas. Os restos mortais de S. Vicente foram mais tarde, no século VII, trasladados para o Cabo de S. Vicente, onde o santo continuou a ser venerado durante o período islâmico.

O principal mosteiro de origem medieval de Lisboa, S. Vicente de Fora, cujas fundações foram erguidas no reinado de D. Afonso Henriques após a reconquista de Lisboa, é hoje sede do Patriarcado de Lisboa.

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