Ambiente, Mobilidade

Parque da Belavista mais acessível a ciclistas

14, Maio 2012

A Rede de Percursos e Corredores Pedonais e Cicláveis de Lisboa está agora mais completa. As suas duas novas ligações, inauguradas dia 14 de maio pelo presidente da autarquia, António Costa, pelo vereador do Ambiente Urbano, José Sá Fernandes, e pela vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina; consistem no troço entre a Quinta do Alemão e o Parque da Belavista e a ponte pedonal e ciclável entre o Parque da Belavista e as Olaias.

Por forma a assinalar a inauguração das novas infra-estruturas, foi organizado um passeio de bicicleta ao longo do novo troço de pista ciclável, atravessando o Parque da Belavista e que culminou no atravessamento da nova ponte entre o Parque da Belavista Sul e as Olaias. A ação contou ainda com a presença do presidente da Federação de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, José Manuel Caetano, e de vários atletas Olímpicos e Paraolímpicos, entre outros.  

Para António Costa, “a ponte não é apenas uma ligação entre a Belavista e as Olaias; consiste também no derrubar de uma barreira que este vale representa, que separava dois mundos dentro da cidade – a cidade construída até à década de 70 e aquela que se ergueu depois”.

Estas duas novas infra-estruturas, importantes contributos para a mobilidade suave em Lisboa, resultam das contrapartidas do festival Rock in Rio-Lisboa – 400 mil euros por edição – e pretendem, de acordo com Roberta Medina, “levar mais pessoas ao Parque da Belavista, já que o espaço é claramente subutilizado”. A vice-presidente do Rock in Rio-Lisboa aproveitou a ocasião para lembrar que o festival contará com estacionamento para bicicletas, para todos aqueles que se quiserem dirigir ao espetáculo nestes veículos de duas rodas.

Agora, e graças a estes dois novos troços, já é possível ir das Olaias ao Parque das Nações ou ao Parque de Monsanto de bicicleta. Para Sá Fernandes, esta representa “uma grande ligação para a cidade”. Segundo António Costa, o próximo passo é ligar as Olaias à Avenida Duque d’Ávila, sendo que “o derradeiro desafio é desmistificar a ideia de que Lisboa não é uma cidade para bicicletas”.

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