Intervenção social, Município, Segurança

Plano de contingência para pessoas sem-abrigo passa a alerta amarelo

21, Janeiro 2017
As temperaturas começam ligeiramente a subir e o plano de contingência passa agora de alerta laranja a amarelo. A Câmara de Lisboa faz um balanço positivo da intervenção levada a cabo nos últimos dias, o contingente instalado no Casal Vistoso deixa agora aquelas instalações mas as equipas da Proteção Civil e dos Direitos Sociais continuam na rua a acompanhar as pessoas sem-abrigo.

Carlos Manuel Castro e João Afonso, vereadores da Proteção Civil e dos Direitos Sociais, respectivamente, fazem um balanço muito positivo da intervenção municipal durante a vaga de frio que se abateu sobre Lisboa e o país nos últimos dias. Em conferência de imprensa hoje, 21 de janeiro, realizada no Pavilhão Municipal do Casal Vistoso, os vereadores salientam que o plano de contingência não acaba com a subida das temperaturas, apenas é diminuído o nível de alerta, de laranja para amarelo, e funciona em permanência entre novembro e março.

As operações de apoio às pessoas sem abrigo face à queda das temperaturas foram iniciadas na terça feira, 17, e Carlos Manuel Castro revela que durante estes quatro dias foram atendidas 269 pessoas e servidas 655 refeições quentes. 

No apoio estiveram envolvidas cerca de 200 pessoas, oriundas de 20 instituições, entre serviços municipais, Santa Casa da Misericórdia, Cruz Vermelha Portuguesa, Metropolitano de Lisboa e diversas instituições e associações parceiras da Câmara Municipal, no âmbito dos Direitos Sociais. Aliás, explica João Afonso, a parceria da autarquia com estas organizações não se resume às situações extremas como a que se verificou com o alerta laranja. A intervenção é diária e durante estes dias no Casal Vistoso foram estabelecidos contactos com muitos dos cidadãos que ali acorreram, que serão no futuro acompanhados com maior acuidade.  

O plano foi activado um dia antes da baixa das temperaturas, frisa o vereador da Proteção Civil, que vê nesta “novidade” em relação aos anos anteriores um fator positivo, pois “permitiu-nos ter uma melhor relação com as pessoas sem-abrigo” e isso verifica-se também por uma maior afluência nos primeiros dias. 

A solidariedade é um dos aspectos positivos que os dois vereadores sublinham, pois a resposta ao apelo lançado pela autarquia resultou na entrega de 837 peças de vestuário no Casal Vistoso. No  pavilhão foram de resto distribuídas mais de novecentas peças e Carlos Manuel Castro explica que para aquele espaço foi deslocado o material existente no depósito do Núcleo de Planeamento para a Integração de Pessoas Sem Abrigo. 

Os vereadores salientam ainda que o pavilhão do Casal vistoso funciona apenas com espaço de acolhimento, onde as pessoas podem tomar banho, refeições quentes e receber roupa, sendo depois encaminhadas para os seis centros de acolhimento que funcionam na cidade, algumas para pensões. 

 

Opens external link in new windowSobre o plano de contingência