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Plano Geral de Drenagem: prevenir o presente e preparar o futuro

09, Novembro 2015
Um túnel com cinco metros de diâmetro entre Alcântara e Santa Apolónia é uma das mais importantes construções previstas no Plano Geral de Drenagem, que arranca em 2015 e pretende evitar inundações na zona baixa da cidade.

Um plano “para avançar verdadeiramente”, afirmou Fernando Medina num workshop que reuniu técnicos, decisores e responsáveis pelos sistemas de drenagem de Londres e Barcelona no auditório dos Serviços Municipais da Câmara Municipal de Lisboa, em 9 de novembro.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa valorizou o debate travado em torno do Plano Geral de Drenagem e afiança que a autarquia procurou submete-lo “à mais violenta crítica” de todos os especialistas nestas matérias, para encontrar a melhor solução. O projeto já começou de facto a ser implementado, adianta, clarificando que há cerca de um mês foi lançado um concurso para actualização do cadastro da rede de drenagem da cidade, no valor de quatro milhões de euros.

Seguem-se a aprovação do documento pelo executivo camarário, a negociação com o Governo sobre o modelo de financiamento, o lançamento das primeiras empreitadas e, finalmente a adaptação da estrutura orgânica para a gestão da rede.

Medina frisa ainda que o Plano de Drenagem constitui já uma prioridade da autarquia na gestão corrente das obras. Todas as intervenções que actualmente decorrem, como o programa “Uma Praça em cada Bairro” e o “Pavimentar Lisboa”, têm em conta a preocupação com a drenagem e a construção de infraestruturas a pensar nas obras futuras.

 

Combater as cheias

Na apresentação das linhas principais do plano, José Silva Ferreira, coordenador da Equipa de Projeto, afirmou que foram procuradas soluções que permitam uma rápida execução e um combate eficiente ao problema das cheias na cidade, particularmente na zona baixa. 

“Queremos resolver problemas atuais mas também preparar Lisboa para o século XXII”, frisou. 

Controlo na origem, reforço e reabilitação de coletores, separação e controlo de caudais, criação e reserva de armazenamento e túneis para o desvio de caudais em zonas baixas são algumas das soluções estruturantes que o plano prevê, com destaque para a construção de um túnel que ligue Alcântara a Santa Apolónia, com um diâmetro de cinco metros e cerca de cinco quilómetros de extensão. 

As principais premissas do plano e seus objectivos foral alvo de explicação profusa por Rodrigo Proença Oliveira, José Saldanha Matos e António Jorge Monteiro, também a experiência de Londres e de Barcelona foram alvo de apresentações durante o debate.  

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Ficheiros associados:
Plano_de_Drenagem_sintese.pdf748 K
Plano_de_Drenagem_Principios_e_estrategias.pdf7.6 M
O_caso_de_Londres.pdf3.4 M
O_caso_de_Barcelona.pdf7.6 M
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