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Plantas na Primeira Globalização em exposição na Estufa Fria

23, Junho 2017
Uma mostra itinerante, patente no Centro de Interpretação da Estufa Fria de Lisboa entre 7 de julho e 17 de setembro

Depois de 10 anos em viagem por Portugal, Moçambique, Cabo Verde, Itália ou China, a exposição itinerante As Plantas na Primeira Globalização regressa agora a Lisboa, desta vez patente ao público  no Centro de Interpretação da Estufa Fria de Lisboa, entre 7 de julho e 17 de setembro.

Esta exposição, organizada inicialmente pelo Instituto de Investigação Científica Tropical em 2007 e baseada no livro A Aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses do Professor José Mendes Ferrão, aborda a troca de plantas entre continentes no período dos Descobrimentos, um dos capítulos menos estudados sob o ponto de vista agrícola mas, sem dúvida, um dos que tiveram reflexos científicos, técnicos, económicos e sociais mais marcados e mais duradouros. Alimentos como a mandioca, o milho, a malagueta, hoje tão comuns nas várias gastronomias, são alguns exemplos da importância dos portugueses na introdução destas e outras plantas nos vários continentes, levando à alteração de hábitos alimentares e até no desenvolvimento económico dos diferentes países.

Para além da informação patente na exposição, os visitantes poderão percorrer a Estufa Fria de Lisboa e observar in situ as plantas vivas que, em tempos, estiveram na origem destas trocas entre os continentes. 

Programa

A exposição conta com um programa que propõe visitas orientadas, palestras, aulas abertas com o professor José Mendes Ferrão e uma oficina a realizar em setembro. 

Estas atividades dão a conhecer a mostra, algumas das espécies vivas desta “primeira globalização” na Estufa Fria de Lisboa e na cidade e propõem um conhecimento mais largado do seu valor medicinal e gastronómico. Estão ainda disponíveis, para oferta, materiais de exploração da exposição e da Estufa-Fria para as famílias.