Mobilidade, Município

Plataforma de condicionamentos facilita condução em Lisboa

14, Março 2018
Com ligação à aplicação de trânsito Waze e ao Google Maps, a plataforma permite planificar um percurso na cidade evitando ruas cortadas ou condicionadas. Pode ser consultada nesta página ou descarregada para utilização em dispositivos móveis.

já está disponível no sítio da Câmara Municipal de Lisboa na internet a nova plataforma de condicionamentos de trânsito, uma ferramenta a utilizar no computador ou no telemóvel, que identifica em tempo real ruas afetadas e apresenta percurso alternativo. “Lisboa está cada vez mais ligada”, afirmou o vereador da Mobilidade e Segurança, Miguel Gaspar, na apresentação, que decorreu em 14 de março nos Paços do Concelho. 

“Destaca-se pela informação que disponibiliza e pela simplicidade”, disse na ocasião a diretora municipal de Mobilidade, Francisca Ramalhosa, um exemplo de que “a mobilidade vive uma revolução”, salientou o vereador, que destaca a ligação bidirecional à aplicação de trânsito Waze e ao Google Maps, bem como a utilidade para os diversos agentes de mobilidade como a Carris, a EMEL, a PSP ou a Polícia Municipal. De resto os autocarros da Carris já saem para o terreno com a informação disponibilizada e brevemente a plataforma contará também com a informação dos acidentes que acontecem na cidade, revela Miguel Gaspar. 

A utilização é simples, adiantou Sandro Batista da Google Cloud, basta descarregar a partir do sítio da autarquia na internet para Android ou iOS e consultar antes de iniciar a deslocação de carro. A consulta pode ser feita ao mapa da cidade, que identifica em tempo real as principais artérias afetadas com obras, cargas e descargas, provas desportivas ou outros eventos potenciadores de problemas no trânsito. É ainda possível visualizar uma determinada área, por freguesia ou pesquisar um arruamento específico. Esta opção apresenta ao condutor o melhor percurso entre dois pontos, no próprio dia ou, se quiser planear antecipadamente a sua viagem, para o dia seguinte. 

Há ainda uma dimensão interna da aplicação, salienta Francisca Ramalhosa, que sublinha a redução de trabalho, a simplificação do acesso, o aumento da capacidade de resposta e, também, a diminuição total do desperdício em papel, que de 120 mil folhas por ano passou a zero. 

No âmbito da aposta municipal na disponibilização de dados abertos este é um passo importante, vinca ainda o vereador da Mobilidade. “Estamos a fazer chegar a informação a mais gente e a simplificar”, diz, “a transformação é radical” e vai além do cidadão comum, exemplificando vantagens que esta plataforma terá de ser utilizada por atores como a rede de táxis, os comerciantes ou os operadores de abastecimento.   

“Lisboa está cada vez mais global”, continua Miguel Gaspar, que diz não existirem muitas cidades na Europa com uma política de dados abertos, um sistema de car sharing a funcionar, um sistema de bike sharing, uma EMEL a crescer, ligada e conectada com uma aplicação que permite pagar o estacionamento por meios digitais, uma Carris que está a renovar a sua frota e vai ter wi-fi em todos os autocarros. “Nós estamos a fazer um caminho, somos cada vez mais reconhecidos internacionalmente e isso aumenta a nossa responsabilidade e as nossas oportunidades”, continua, para rematar que Lisboa tem condições para ser uma referência. Um caminho que é feito todos os dias, “longo, com etapas curtas”, mas é para isso que trabalhamos, para melhorar a vida dos lisboetas.”   

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