Portugal Smart Cities Summit

11, Abril 2018

Decorre na antiga FIL, atual Centro de Congressos de Lisboa, entre 11 e 13 de abril, a Portugal Smart Cities Summit, uma iniciativa que envolve autarquias e empresas de soluções tecnológicas, dedicada a promoção da modernização e sustentabilidade das cidades apoiada por soluções das novas tecnologias.

Na sessão inaugural, no primeiro dia de trabalhos, António Almeida Henriques, Presidente do Conselho Estratégico do Portugal Smart Cities Summit, afirmou a oportunidade económica que constitui a modernização das cidades tornando-as mais próximas dos cidadãos e mais sustentáveis do ponto de vista ecológico, energético e de aproveitamento de recursos.

Fernando Medina, também na qualidade de representante da cidade anfitriã do evento, saudou os participantes e felicitou a escolha de Lisboa para a realização do encontro. Na sua intervenção, o presidente da capital salientou a importância do conceito  de smart city, lembrando que as cidades são hoje locais mais eficientes para a resolução dos problemas da humanidade e concentram já cerca de 50% da população mundial. “As cidades são formas resilientes e eficientes para a promoção das atividades humanas, colocam questões e apelam a respostas acerca das necessidades e desafios da vida em comunidade”. Como tal as cidades têm lançado desafios à informática e à tecnologia para a resolução dessas necessidades, porém, tal pode ser feito com mais ou menos tecnologia, o que é importante é expandir o campo de resolução dos problemas. Como exemplo, Fernando Medina refere o recurso à bicicleta partilhada, onde se recupera uma tecnologia que vem do século XIX, a bicicleta propriamente dita, criando uma solução de mobilidade adaptada às exigências contemporâneas. Outro exemplo citado pelo edil é o atual processo de bilhética desmaterializada, onde através da tecnologia disponível se pode fazer face ao atual sistema onde concorrem centenas de modelos tarifários, podendo agora ir sendo feita uma escolha mais eficaz dos tarifários de acordo com os destinos de e necessidades de cada um. Outro exemplo que Fernando Medina não perdeu a oportunidade de referir é o do reaproveitamento de águas pluviais e residuais em Lisboa com intuito de criar uma rede complementar água reutilizável destinada à rega dos espaços verdes e à limpeza da rua. Lisboa verá em breve a sua rede expandida por toda a cidade de modo a implementar este sistema de reutilização de águas, naquilo que o autarca definiu como “um grande avanço na poupança de recursos e uma inovação nas soluções de sustentabilidade em matéria ambiental”. A finalizar, Medina afirmou ainda que “no conceito das smart cities não existem grandes, médias ou pequenas cidades, a inovação surge onde há alguém que crie uma solução para resolver um problema concreto e essa solução acaba por ter efeitos replicativos em outras cidades. Por isso este fórum abre esta possibilidade de aprendermos uns com os outros, de estimular a inovação, de sermos todos produtores e recolectores de informação para implementar de soluções que vão de encontro às necessidades da vida dos cidadãos.

Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal, referiu a importância da aproximação da aproximação do poder local ao setor empresarial de tecnologia como uma oportunidade de crescimento económico conjunto, seja na criação de empregos, seja na inovação. 

Logo após a sessão de abertura seguiu-se a cimeira dos autarcas onde vários participantes e presidentes de câmaras trocaram impressões e deram a conhecer as medidas que tornam as cidades portuguesas cada vez mais inteligentes. 

Ao longo dos três dias do evento é possível assistir a debates, conferências, exposições e apresentação de soluções nos diversos stands patentes no Centro de Congressos. A iniciativa vem organizada pela Fundação AIP e conta com o apoio institucional da Presidência da República e dos ministérios da Economia e Ambiente.  

Conheça aqui todo o programa do evento.