Urbanismo

Prémios Valmor e Municipal de Arquitetura 2007, 2008 e 2009

09, Novembro 2012

A Estação de Metropolitano do Terreiro do Paço, de autoria do arquiteto Artur Rosa, e o Hospital da Luz, do arquiteto Manuel Salgado, foram as obras galardoadas ex-aequo com o prestigiado Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura referente ao ano de 2007. Também ex-aequo, foram distinguidas com o Prémio de 2008 as obras Escola Superior de Música, de João Carrilho da Graça, e a Estação Metropolitana e Ferroviária do Cais do Sodré, de Nuno Teotónio Pereira e Pedro Viana Botelho. O Prémio referente a 2009 recaíu sobre o Edifício do Banco Banif-Mais, de Gonçalo Byrne.

Na cerimónia de entrega dos Prémios, que decorreu no dia 8 de Novembro num repleto Salão Nobre dos Paços do Concelho, foram ainda atribuídas três Menções Honrosas para o ano de 2007 (obras de reabilitação na Calçada da Tapada, nº 43, de Lourenço Manuel Gomes Machado Vicente, e na Rua do Quelhas, nº 14, de João Carrilho da Graça, e edifício novo na Rua das Janelas Verdes, nº 3-3B, de João Paulo Conceição), três para o ano de 2008 (obras de reabilitação na Rua da Amendoeira 9-15, de Victor Mestre e Sofia Aleixo, e na Escola Secundária D. Dinis, de Bak Gordon Arquitectos, Lda., e a nova construção Casa Ronald Mcdonald, no Largo Conde de Pombeiro, 15-15ª), e quatro para 2009 (edifício dos Estúdios da RTP, na Av. Marechal Gomes da Costa, de Frederico Valssassina, edifício do Centro Português de Design, na Rua Cupertino de Miranda, nº 9, de Justino Morais, edifício na Travessa da Oliveira à Estrela, nº 12-12ª, de Bartolomeu da Costa Cabral, e edifício na Rua do Mar da China, 1.07.1.1, de Manuel Aires de Mateus).

Os prémios foram entregues aos arquitetos autores dos projetos e aos proprietários ou promotores das obras pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, pelos vereadores Maria João Mendes, Graça Fonseca, Catarina Vaz Pinto, Manuel Brito e Fernando Nunes da Silva e pela presidente da Assembleia Municipal, Simonetta Luz Afonso.

O Júri – que avaliou 137 obras respeitantes a 2007, 155 de 2008 e 167 de 2009 - foi constituído pela vereadora do Pelouro da Cultura, Catarina Vaz Pinto, pelo diretor municipal de Planeamento, Reabilitação e Gestão Urbanística, Jorge Catarino, em representação da CML, Francisco Silva Dias, nomeado pelo presidente da CML, António Marques Miguel, pela Academia Nacional de Belas-Artes, Michel Toussaint, pela Ordem dos Arquitetos, e José Manuel Fernandes, pela Faculdade de Arquitetura da UTL. O vereador do Pelouro do Urbanismo, Manuel Salgado, que estava indicado para o Júri nos termos do regulamento do Prémio, não participou nas reuniões do júri alegando impedimento, por ser parte interessada no concurso.

Na ocasião da entrega dos Prémios, o arquiteto Francisco Silva Dias, falando em nome do Júri, lembrou que Frank Lloyd Wright nunca foi premiado e a sua própria aversão à “odiosa tarefa de classificar”. Recordando também a aversão dos arquitetos da sua geração pelas “fachadas farfalhudas” dos edifícios distinguidos com o Prémio Valmor na primeira metade do século XX, tal era o entusiasmo pelo modernismo e pela pureza racionalista das linhas minimalistas, Silva Dias concedeu que a fachada é a “componente pública da arquitetura” e “cenário da vida urbana”, que faz da cidade um “objeto artístico de autoria coletiva”. Confidenciando que o Júri “raras vezes chegou a unanimidade”, o prestigiado arquiteto e deputado municipal comunista destacou algumas das obras premiadas para constatar que “em Lisboa há um Prémio que distingue a arquitectura altruísta”. “O julgamento agora pertence-vos”, concluiu.

Encerrando a cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, salientou o facto de a concurso se apresentarem “autorias consagradas e novos valores” e considerou o Prémio como “fator e estímulo da criação arquitetónica e da qualidade ambiental”. Para o autarca, o Prémio urge “saber estar à altura da modernidade preservando o património histórico” e exprime a “gratidão para quantos os que desenhando foram fazendo a nossa cidade”.

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