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Prevenir maus tratos na infância

04, Abril 2017
Porque a melhor forma de tratar o problema é impedir que aconteça, prevenir é palavra de ordem para combater os maus tratos da infância. A Câmara Municipal de Lisboa e diversas organizações levam por isso a cabo uma campanha durante o mês de abril.

Desde o início do século, abril é o Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância em muitos países. A Câmara Municipal de Lisboa, a Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco e a Associação de Mulheres Contra a Violência abordam esta questão em conjunto desde 2008, com uma uma campanha de alerta para a prevenção dos maus-tratos a que muitas crianças e jovens ainda estão sujeitos. 

Porque a sensibilização e o combate exige um esforço conjunto, de todos nós, é preciso alargar o esforço e torna-lo cada vez mais transversal e eficaz na sociedade portuguesa. O programa conta com diversas iniciativas para as famílias e a comunidade, o que fica mesmo é o alerta: há maus-tratos! Têm que acabar!

Programa 

Algumas das organizações que integram a campanha desenvolvem iniciativas específicas, como a Associação para a Igualdade Parental, que promove em 10 de abril o workshop "Educação parental em contextos de divórcio", ou as secções oriental e norte da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ),  que levam a cabo inciativas como um desafio às crianças para bricarem aos direitos através da arte ou o lançamento de um poster sobre parentalidade positiva (programa CPCJ Norte), concursos, sessões de debate, teatro, distribuição de laços azuis e mensagens de sensibilização (programa CPCJ Oriental). 

 

Algumas notas:

A OMS assumiu que a violência é um dos mais graves problemas de saúde pública pela sua dimensão e consequências a curto, médio e longo prazo. Segundo o perito da União Europeia, Paulo Sérgio Pinheiro, “a melhor forma de a combater é impedir que aconteça”. 

A prevenção de qualquer forma de violência exercida sobre as crianças e jovens diz respeito a todos. Há soluções que têm de ser implementadas, em conjunto e integradas nos hábitos da comunidade. Havendo uma maior articulação entre as instituições, nomeadamente escolas, centros de saúde, associações locais e também através da solidariedade entre pares e da responsabilização dos pais, ouvindo as necessidades das crianças.

Os investigadores desta matéria, apresentam resultados de que a população mundial tem consciência da realidade. As únicas soluções conhecidas são de natureza jurídica, através da punição dos responsáveis e protegendo a criança ou o jovem do perigo. 

Há no entanto necessidade de desenvolver outras medidas, ligadas às políticas de prevenção, como a promoção de ações que visam as competências parentais adequadas e uma cultura de responsabilidade social partilhada, sensibilizando a comunidade para a sua responsabilidade. O trabalho envolve Instituições que podem ser contactadas para informar sobre a matéria, tais como, as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, Municípios, Escolas, PSP, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Instituto da Segurança Social e Serviços de Saúde. 

Neste sentido este Ciclo Cultural pretende sensibilizar a comunidade em geral e as pessoas em particular, na tentativa de consciencializar a sociedade, alterando formas de pensar, com o objectivo de minimizar este flagelo.