Arroios, Santa Maria Maior

Procissão de Nossa Senhora da Saúde

05, Maio 2019
A Procissão de Nossa Senhora da Saúde percorreu, no dia 5 de maio, diversas artérias da Mouraria e da Baixa, numa grande manifestação de fé e de amor à cidade.
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    Procissão de Nossa Senhora da Saúde

Como é tradição de todos os anos, a imagem de Nossa Senhora da Saúde deixou a ermida de que é orago para ser venerada pelos milhares de crentes que acorrem à procissão, perfilando-se à sua passagem ou incorporando-se no cortejo processional. 

A procissão, como é hábito, integrou diversos autarcas - como o presidente da Câmara, Fernando Medina, o vereador Carlos Castro e os presidentes das Juntas de Freguesia de Santa Maria Maior e de Arroios, Miguel Coelho e Margarida Martins - clerezia da Diocese de Lisboa e elementos das forças militares e de segurança, que carregam aos ombros os andores com as imagens de Santa Bárbara e S. Sebastião, padroeiros dos artilheiros, de Santo António de Lisboa e, naturalmente, de Nossa Senhora da Saúde.

As bandas dos três ramos das Forças Armadas marcaram com as suas marchas o ritmo do cortejo que, a partir do Largo de Martim Moniz, onde se localiza a ermida, percorreu as históricas artérias da Rua da Mouraria, da Rua do Benformoso, do Largo do Intendente Pina Manique, da Travessa Cidadão João Gonçalves, da Avenida Almirante Reis, da Rua da Palma, da Rua de D. Duarte, da Praça da Figueira, da Rua dos Condes de Monsanto, da Poço do Borratém, da Rua do Arco do Marquês do Alegrete e, novamente, da Praça de Martim Moniz, retornando então à ermida que acolhe a venerada imagem de Nossa Senhora da Saúde.

A procissão mais antiga de Lisboa (1570) abriu com a imagem de S. Jorge montada a cavalo e escoltada por um destacamento a cavalo do Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana. Seguiam-se os membros de diversas irmandades - com destaque para a Irmandade de Nossa Senhora da Saúde e de S. Sebastião, que organiza o acontecimento -, de confrarias de paróquias da cidade, os andores de Santa Ana, de Santa Bárbara (escoltado por destacamento de artilheiros do Exército), de S. Sebastião (escoltado por destacamento da Polícia de Segurança Pública) e de Santo António (escoltado por destacamento do Regimento de Sapadores Bombeiros), entre outros, escoltados por outras forças militares, policiais ou organizações da sociedade civil, como bombeiros e paramédicos. Logo atrás do andar de Santo António, com escolta da Polícia Municipal, seguiam os edis lisboetas (da Câmara e adas Juntas de Freguesia da zona) e outras autoridades civis. As bandas da Força Aérea, da Marinha e do Exército abrilhantaram a procissão com a execução de peças musicais do seu reportório adequado ao momento.

Fechando a secção dos andores, vinha a imagem de Nossa Senhora da Saúde, orago da ermida com o mesmo nome, levado em ombros pelos elementos da Real Irmandade de Nossa senhora da Saúde e de S. Sebastião e escoltada por destacamento da Marinha. Logo atrás,  acompanhando o pálio, vinham reitor capelão e os membros do Cabido da Sé, para além de outros eclesiásticos, seguidos pelas chefias militares - após o que o cortejo era seguido por muito povo. No final do evento, com a procissão recolhida na capela da ermida, realizou-se um ofício religioso e a cerimónia da benção dos fiéis.



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