Procissão do Corpo de Deus

15, Junho 2017
Decorreu, no dia 15 de junho, a Solene Procissão do Corpo de Deus, que percorreu diversas ruas da Baixa lisboeta, integrada e acompanhada por milhares de fiéis. Os órgãos autárquicos lisboetas estiveram representados ao mais alto nível, desde logo pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, pela presidente da Assembleia Municipal, Helena Roseta, pelo vereador José Sá Fernandes e pelo presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho.

Depois do período destinado à adoração do Santíssimo Sacramento, muito concorrido pelos fiéis da diocese, uma majestosa procissão - integrada pelos cónegos do cabido da Sé, bispos, párocos da vigararia, membros das ordens religiosas seculares ou monásticas, demais cleresia diocesana, representantes das diversas irmandades do Santíssimo Sacramento e de outras confrarias paroquiais ou profissionais, elementos em representação das Forças Armadas e das corporações policiais (incluindo a Polícia Municipal), e, naturalmente, dos responsáveis autárquicos e de outras instituições da sociedade civil, para além de muitos milhares de crentes - percorreu diversas artérias da Baixa lisboeta, nomeadamente, Largo da Sé, Rua das Pedras Negras, Rua da Madalena, Poço do Borratem, Praça Martim Moniz, Rua da Palma, Rua Dom Duarte, Praça da Figueira, Rua da Prata, Rua da Conceição, Largo da Madalena, Rua de Santo António da Sé e retornando então ao Largo da Sé.

O Bispo Auxiliar D. Joaquim Mendes, dirigiu-se aos milhares de devotos que enchiam por completo o adro da Sé Patriarcal, saudando a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa e outros representantes autárquicos, clérigos e demais consagrados, leigos e povo de Lisboa. Depois da tradicional bênção à cidade.

O Dia do Corpo de Deus voltou no ano passado a ser um feriado nacional, ao contrário do que aconteceu nos dois últimos anos. Celebra-se a uma quinta-feira, a seguir ao Domingo de Pentecostes (60 dias após a Páscoa), embora as manifestações públicas possam ocorrer no domingo seguinte.

Em várias localidades do país realizam-se procissões e festas religiosas neste dia. As ruas são decoradas com flores e em algumas localidades são colocados tapetes florais no chão para a procissão passar, como continua a acontecer em Lisboa. Durante séculos, foi uma das mais populares procissões em Lisboa, sendo também muito participada por pessoas oriundas de além mar e muito associada ao governo da cidade. O facto de se realizar na proximidade das festividades ligadas ao solstício de verão (maias, santos populares) trouxe-lhe um cunho festivo que não agradou às autoridades civis e religiosas, pelo que a sua realização esteve suspensa por largo tempo no século XIX. Depurada dessas formas para se tornar uma manifestação eminentemente religiosa, regressou em meados do século XX, com as autoridades autárquicas sempre em lugar de destaque.

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