Provedora dos Animais tomou posse

Junho 18, 2013
  • Posse de Provedora do Animal
    Posse de Provedora do Animal
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A jurista Marta Rebelo tomou posse no cargo de Provedora Municipal dos Animais de Lisboa, numa cerimónia realizada em 18 de junho nos Paços do Concelho. António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, empossou a nova provedora naquele cargo e no Grupo de Trabalho para a Casa dos Animais de Lisboa, que integra ainda a Bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, Laurentina Pedroso, e o Diretor Municipal de Ambiente Urbano da autarquia, Ângelo Mesquita, também empossados na cerimónia. 

De acordo com a proposta aprovada pela Câmara, a figura do Provedor dos Animais é “unipessoal, autónoma, imparcial e desprovida de poderes injuntivos nas suas decisões” e tem por missão “a defesa e prossecução dos direitos e interesses dos animais de Lisboa”. A provedora agora empossada iniciou já as suas funções e pode ser contatada por email: provedora.animaislisboa@gmail.com.

António Costa lembrou que o município de Lisboa tem mais de 240 espécies animais na cidade, realidade que constitui «um fator de riqueza única que importa preservar e valorizar». O trabalho de excelência do Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS) é reconhecido mesmo no plano internacional, «infelizmente no plano do canil/gatil a imagem do município não é idêntica e durante muito tempo foram-se acumulando criticas várias ao seu funcionamento.»

Enfrentar os problemas

Parte tem a ver com as condições físicas do seu funcionamento, problema que está em vias de resolução, ultrapassadas que estão vicissitudes várias no processo de empreitada. Há uma outra dimensão, a da nossa relação com os animais, em particular com os animais de companhia como cães e gatos, «e isso tem a ver com as práticas de funcionamento, com as novas políticas que é necessário adotar relativamente à adoção e com os desafios que se colocam na área da formação.»

A mudança de designação do canil/gatil para Casa dos animais de Lisboa, a sua alocação a uma nova divisão orgânica que trata da educação e sensibilização ambiental e a criação do grupo de trabalho casa dos animais e da figura do provedor, são algumas medidas tomadas pela autarquia para atacar o problema de frente, frisou o edil. 

Para António Costa «o problema dos cães e dos gatos não é um problema de saúde pública, é antes de mais nada um problema na nossa educação e do nosso relacionamento com os outros seres vivos que nos rodeiam». Por isso a abertura a programas de voluntariado, a dinamização de programas de adoção e a abertura da casa dos animais a todos, permitindo a sua circulação livre, virão possibilitar que «nos possamos orgulhar daquele espaço como nos orgulhamos da biodiversidade da cidade, como nos orgulhamos do trabalho que é desenvolvido pelo CRAS, como nos orgulhamos aliás da generalidade dos serviços que o município presta à cidade.»   

Um novo olhar

Há uma nova forma de olhar a Casa dos Animais de Lisboa, um olhar que não se restringe ao presidente da câmara, ao vereador ou ao diretor municipal. Trata-se de um olhar aberto à comunidade e por isso a presidência do grupo de trabalho é preenchido pela bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários e é criada a figura do provedor dos animais, cuja função não é apenas zelar pelo tratamento que é dado aos animais naquele espaço, alarga-se a uma atenção permanente a tudo o que tem a ver com os animais na cidade, seja na vida doméstica, na via pública ou no interface com as instituições municipais. 

António Costa agradeceu ainda ao vereador Sá Fernandes, presente na cerimónia, «por todo o trabalho que tem feito e que permitiu também este passo importante para qualificarmos a Casa dos Animais de Lisboa como mais um serviço de elevada qualidade que o município presta à cidade e neste caso aos animais. 

Fazer história

Laurentina Pedroso saudou a iniciativa da Câmara de Lisboa, agradeceu a confiança que foi dada à ordem que representa e lembrou que a intervenção dos médicos veterinários assenta em três grandes pilares: a saúde animal, o bem-estar e a proteção animal e a saúde pública.

É «neste âmbito que esta comissão se vai debruçar, não só no canil/gatil mas também sobre aqueles que vivem nas ruas e caminham pelas ruas de uma forma errante». A Câmara de Lisboa está de parabéns porque reuniu o conjunto de pessoas certas para fazer o melhor trabalho que pode acontecer no país, afirma a bastonária. 

«Parabéns ainda à coragem de mudar o nome, porque ao designarem casa dos animais dão um passo em frente e penso que vão fazer história naquilo que eventualmente iremos aconselhar a que todos os canis/gatis se passem a chamar.» A designação casa é associada a algo mais protetor, com mais carinho e emoção, salienta Laurentina Pedroso. 



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