Município, Urbanismo

Quartel do Regimento de Lanceiros vai acolher Campus da Defesa

17, Abril 2018
Fernando Medina participou no anúncio do projeto, que será alvo de um concurso de ideias. Uma decisão há muito esperada para aquele espaço nobre da cidade, afirmou o edil.

O quartel do Regimento de Lanceiros n.º 2 na Calçada da Ajuda vai acolher a futura sede do Ministério da Defesa e um núcleo museológico. O anúncio foi feito em 17 de abril pelo ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, numa cerimónia em que participaram o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, entre outras personalidades. 

Uma decisão há muito esperada para aquele “espaço nobre da cidade, hoje sem vida”, disse Fernando Medina, que saúda a iniciativa e considera tratar-se da primeira ideia realista, com capacidade de ser executada.” 

A adaptação do espaço para a instalação do Campus da Defesa será alvo de um concurso a lançar brevemente, informou o titular da pasta da Defesa, que terá como presidente Artur Santos Silva e inclui representantes do meio académico, dos ministérios da Defesa e da Cultura, da Ordem dos Arquitetos e da Câmara Municipal de Lisboa (arquiteto António Folgado).  

Um projeto que, diz o presidente da Câmara de Lisboa, virá reforçar “a multifuncionalidade” daquela zona da cidade, com características turísticas mas também de residência, de serviços e de trabalho. O edil sublinhou “a extraordinária cooperação das Forças Armadas” com a autarquia e manifestou “o compromisso e a vontade de tudo fazer” para o desenvolvimento deste projeto e do futuro enquadramento do edifício que alberga atualmente os principais serviços do Ministério da Defesa, na Rua Ilha da Madeira (Restelo). 

Já o ministro da Cultura destaca a importância da recuperação arquitetónica daquele património histórico e cultural, construído no final do século XVII. O espaço tem cerca de 70 mil metros quadrados, dos quais 18 mil são cobertos.  

A decisão de instalar ali o Campus da Defesa prende-se com a necessidade de concentrar os serviços dispersos do ministério, reduzir despesas e melhorar a operacionalidade.  

Array
Mais notícias sobre:
Município, Urbanismo