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Receção ao Corpo Diplomático

22, Fevereiro 2016
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    Receção ao Corpo Diplomático

Como vem sendo tradição no início do ano, a Câmara Municipal de Lisboa acolheu os representantes do Corpo Diplomático acreditado em Lisboa, numa receção que teve lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no dia 22 de fevereiro. No seu discurso de boas vindas, o edil lisboeta, Fernando Medina, considerou que "a Europa não se está a portar bem em relação aos refugiados, e o que se passa é preocupante", garantindo que Lisboa, "cidade aberta e inclusiva", tudo fará para que prevaleça o "sentimento de humanidade, marca identitária desta cidade".

O autarca, que se fazia acompanhar pelos vereadores Paula Marques, Catarina Vaz Pinto, Carlos Castro, Catarina Albergaria, Carlos Moura e João Gonçalves Pereira, falou perante meia centena de chefes e representantes das missões diplomáticas de outras tantas nações, com acreditação em Portugal. Fernando Medina começou por agradecer a presença dos diplomatas, sublinhando que "não há desenvolvimento desta cidade sem o seu envolvimento".

"As coisas vão bem em Lisboa" pois, "apesar dos problemas, dificuldades e desafios, a dinâmica que vivemos é fortemente positiva", considerou o presidente da Câmara, que constatou ser hoje esta cidade "incrível para se viver, trabalhar e investir", o que é "fruto da sua tolerância, do seu património histórico, da sua gastronomia  e da arte de receber". Por isso, constatou Fernando Medina, foi a cidade que mais cresceu em turismo no ano de 2015 (15%), o que se deverá em grande parte aos progressos na reabilitação urbana: "quem diria há dez anos o que seria hoje a baixa, Alfama ou a Mouraria?", interrogou. Para o autarca, trata-se de apostar numa "cidade de ambiente empreendedor, amiga da inovação, capaz de atrair eventos como o do próximo Websummit", cujo impacto poderá ser tanto maior com as "ideias e empresas que poderão ficar, investindo e inovando aqui sem entraves".

Traçando o desenho panorâmico da evolução recente da cidade, o autarca destacou o incremento na inovação (onde "30% das startups são criadas por jovens cidadãos estrangeiros que aqui decidiram investir"), mas alertou para o facto de ser nestes momentos de expansão que "a nossa responsabilidade é maior para que se possam consolidar os ganhos para o futuro, aproveitando o bom momento para investir em projetos de requalificação". Dando exemplos, o autarca referiu a renovação da Frente ribeirinha ("vamos continuar a devolver o rio à cidade, com as obras em curso no Cais do Sodré e no Campo das Cebolas até Santa Apolónia, criando espaços com menos carros, mais praças, mais árvores e mais rio") e no Eixo Central ("transformando toda aquela zona hoje dedicada ao automóvel em zonas "dedicadas ás pessoas, com passeios mais largos, esplanadas, ciclovias e mais árvores") - no que considerou ser mais um exemplo de uma tendência global, com exemplos em S. Paulo ou Nova Iorque.

Para o futuro próximo, Fernando Medina destacou a importância de grandes realizações internacionais que vão ter lugar este ano na cidade, como o a expansão aeroportuária, a Capital Iberoamericana ou a Volvo Ocean Race, capazes de contribuir para "afirmar Lisboa como Capital Atlântica da Europa e criar dinâmicas para o desenvolvimento da cidade". No entanto, alertou Fernando Medina, estas tendências de desenvolvimento não podem por em causa a "coesão social, essencial para evitar fenómenos de exclusão". Por isso se continua a investir na requalificação dos bairros municipais e na renda convencionada, "para garantir a permanência dos moradores na cidade".

Fernando Medina concluiu com a defesa de uma "cidade aberta à diversidade, cosmopolita e fraterna", capaz de ser inclusiva para todos, incluindo no acolhimento aos refugiados que nos procuram.

No final, após a sessão de apresentação de cumprimentos ao presidente da Câmara e vereação pelos diplomatas, os convidados foram obsequiados com uma atuação de Fado, interpretado pela fadista Tânia Oleiro.

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