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Receção ao Corpo Diplomático

15, Fevereiro 2017
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    Receção ao Corpo Diplomático

A tradicional receção de Ano Novo ao Corpo Diplomático decorreu como habitualmente no mês de fevereiro, no dia 15. Embaixadores e outros representantes diplomáticos acreditados em Lisboa de cerca de meia centena de países compareceram no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde foram acolhidos pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, que se fazia acompanhar pelo vice presidente, Duarte Cordeiro, pelo vereador responsável pelas Relações Internacionais, Carlos Castro, e pela vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.

Na ocasião, Fernando Medina dirigiu-se aos convidados considerando ser este um "encontro de amigos", agradecendo o muito que fazem por Lisboa, num "momento único no ânimo, na vibração e na confiança na economia e no futuro da cidade". Para o autarca, "o sucesso resulta da abertura de uma cidade, onde queremos que todos se sintam bem" e cuja divulgação e interesse em muito se deve à "apresentação internacional promovida pelos representantes diplomáticos" em missão lisboeta, resultando em não haver "uma semana em que não haja um projeto sem participação internacional, com a colaboração das embaixadas".

"A preocupante situação internacional onde o medo e a intolerância se erguem, deve ser combatida por uma geração como a minha, que não viveu a guerra mas conhece a História" e valoriza a construção europeia como "um grande monumento da humanidade, que trouxe décadas de paz à Europa", referiu o edil lisboeta. Para Fernando Medina, "o respeito pelas diferenças e a livre circulação de pessoas" fazem das grandes cidades do mundo "espaços de abertura e cosmopolitismo que são a energia interna das cidades e a sua força internacional", como o terá reconhecido o Papa Francisco ao convocar as cidades para debater a situação dos refugiados. "A diversidade traz a paz e o desenvolvimento, as cidades precisam da tolerância e do cosmopolitismo" e "Lisboa fará a sua parte na defesa destes valores que são os do futuro", concluiu Medina.

Não obstante, o presidente da Câmara defendeu a necessidade do trabalho prático da autarquia na prossecução daqueles valores, sublinhando que as obras em curso "não se destinam apenas ao embelezamento mas à opção estratégica de devolver o espaço público aos cidadãos, para garantir a sustentabilidade ambiental, económica e social". A este respeito, defendeu que o crescimento económico que a cidade tem experimentado por via do turismo e do investimento fazem parte de um "ecossistema onde o empreendedorismo jovem e a criação de emprego" assentam na matriz de uma "cidade aberta, que acolhe todas as comunidades e tem espaços para todos, incluindo os excluídos do processo, que têm que ser incluídos no desenvolvimento das sociedades complexas", de forma a obstar radicalizações e problemas sociais.

No mesmo sentido, realizações como o acolhimento, em maio, de um encontro entre cidades europeias e asiáticas ou a atual regência de Capital Ibero-americana da Cultura, inserem-se nessa matriz universalista e multicultural da cidade integradora e aberta , verdadeiro "pólo de encontro de culturas", sintetizou Fernando Medina.

No final, os representantes diplomáticos foram brindados com uma atuação de guitarra de Fado, a cargo de Ricardo Parreira e Nélson Aleixo.

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