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Receção ao Corpo Diplomático

07, Fevereiro 2018
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    Receção ao Corpo Diplomático

Decorreu, no dia 6 de fevereiro, nos Paços do Concelho, a já tradicional receção ao Corpo Diplomático acreditado em Lisboa, para apresentação de votos de bom Ano Novo.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, acompanhado da vereadora dos pelouros da Cultura e Relações Internacionais, Catarina Vaz Pinto, e de vereadores das diversas formações partidárias, dirigiu-se em inglês aos diplomatas que enchiam o Salão Nobre, "amigos que promovem positivamente a cidade nos seus países e contribuem para o bom momento que Lisboa atravessa, que é hoje uma cidade global".

Não obstante todos os sinais positivos da economia, ajudada pelo crescimento do investimento, do turismo e da instalação de empresas e empreendedores nas áreas das tecnologias e serviços, o edil alertou para o facto de esta situação "não nos dever deixar apenas felizes, mas ajudar-nos a agarrar esta janela de oportunidade para preparar o futuro, com mais crescimento económico sustentável a longo prazo".

Para o efeito, o autarca defendeu que a atividade municipal deve ajudar a preparar um ambiente envolvente favorável à atração de talentos, do empreendedorismo e da inovação, para que "aqueles que aqui vêm estudar, trabalhar ou investir se sintam felizes e confortáveis", anunciando a prossecução das obras de renovação urbana, quer na frente ribeirinha (agora na frente oriental, do Campo das Cebolas até Santa Apolónia, por iniciativa pública, e do Braço de Prata em direção ao Parque das Nações, por iniciativa privada), quer noutras zonas da cidade, como na Praça de Espanha, para onde prometeu um novo "grande jardim".

Outras áreas, porém, mereceram a atenção do presidente da Câmara. Na área social, o edil lisboeta advertiu que é necessário criar condições para que se estreite o fosso entre aqueles que beneficiam diretamente do atual momento económico e aqueles que não o conseguem acompanhar, para "evitar fenómenos de exclusão social", nomeadamente entre a população mais idosa, para o que apontou medidas concretas. Na área da mobilidade, Fernando Medina reiterou o propósito de privilegiar o transporte público em detrimento do transporte individual (numa lógica metropolitana e não apenas do concelho) e a criação de alternativas de mobilidade suave, em detrimento do automóvel.

Finalmente, na área cultural, ""fio que une estas diferentes dimensões da nossa atividade", o autarca pugnou por uma cidade aberta à diversidade, capaz de integrar todas as culturas e religiões, tolerante e cosmopolita. "Sempre que a cidade se abriu ao mundo, fomos grandes; quando nos fechámos, empobrecemos", concluiu Fernando Medina.

No final da receção, embaixadores e restante pessoal diplomático foram brindados com a atuação dos jovens da Orquestra Geração - aquela que começou por ser um projeto de integração de jovens alunos de escolas em zonas de exclusão social e se transformou num fenómeno de dimensão artística.

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