Intervenção social

Sessão de abertura do primeiro fórum de Saúde Mental de Lisboa

26, Setembro 2018

O Fórum Lisboa acolhe durante dois dias, 26 e 27 de setembro, o primeiro Fórum de Saúde Mental da cidade de Lisboa, uma iniciativa organizada pela CML que tem por objetivo avaliar e pensar o estado de saúde mental e o bem estar psicológico no município de Lisboa e da população em geral. No discurso de abertura, Manuel Grilo, vereador dos Direitos Sociais assinalou a necessidade de implementação de medidas concretas, em articulação com os vários agentes da área da saúde e no terreno, para promoção da saúde e qualidade de vida dos munícipes.

O Fórum Lisboa foi pequeno para o grande afluxo de participantes que estiveram presentes nos dois dias de trabalhos para acompanhar os debates e intervenções dos oradores convidados para darem conta dos desenvolvimentos e do estado da arte da saúde mental no nosso país e na nossa cidade. 

A abrir o encontro teve lugar a apresentação de um excerto da peça Limiar pelo Grupo de Teatro Terapêutico do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, estrutura criada e dirigida até há pouco tempo pelo recém desaparecido encenador João Silva. O Grupo de Teatro Terapêutico leva regularmente à cena produções construídas pelos próprios participantes que se envolvem em todos os momentos da construção e tem sido um caso de estudo e de sucesso reconhecido internacionalmente. 

No momento da abertura, Manuel Grilo, salientou que as várias áreas da saúde devem entender o ser humano como um todo, deve ser holística e transversal e deverá cruzar saberes e experiências numa permanente articulação conjunta com a finalidade de promover o aumento do bem estar. O vereador lembrou também que um quinto dos portugueses sofre de algum tipo de sofrimento psicológico o que tem implicações globais e económicas muito nefastas. Por isso  a necessidade, frisou, do apoio do município junto de entidades que se encontram no terreno de forma a encontrar respostas concretas de intervenção, dando como exemplos um projeto que intervém na reinserção social de pessoas com doença mental, ou o Cidade de Todas as Idades. A terminar, Manuel Grilo  assinalou a necessidade de se criar mecanismos para dar visibilidade às questões da saúde mental, como forma de combater a estigmatização e desejou que deste fórum resultasse a construção de instrumentos de trabalho para intervenções práticas que ajudem a fazer cumprir o plano nacional de saúde mental.  

Nos discursos seguintes, Teresa Maia, coordenadora regional de Saúde Mental da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, colocou a tónica no papel agregador que as autarquias podem desempenhar ao nível da articulação entre parceiros institucionais e no terreno, já Miguel Xavier, diretor do Plano Nacional de Saúde Mental, alertou para a participação das famílias e dos utentes na definição das politicas de saúde. Ambos terminaram fazendo votos para a visibilidade e a colocação na agenda mediática destas questões e para a qual esperam que este fórum contribua. 

Após a apresentação de um filme a dar conta do projeto Rádio Aurora, uma rádio que envolve a participação de pessoas com doença psicológica, seguiram-se os painéis da manhã, o primeiro dedicado à infância e o segundo à adolescência. 

Saiba mais aqui e conheça todo o programa. 

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