Intervenção social

Terceira escola Somos: somos os Direitos que temos.

15, Julho 2017
Teve lugar, no dia 10 de julho, no auditório do Liceu Camões, a terceira edição da Escola Somos, uma iniciativa municipal que vocacionada para a cidadania e para a promoção dos Direitos Humanos. João Afonso, vereador dos Direitos Sociais, esteve presente na abertura.

Ao longo de uma semana várias dezenas de participantes participaram na terceira escola Somos, um programa municipal que tem como objetivo geral o desenvolvimento de uma cultura universal de Direitos Humanos e de Cidadania Democrática em Lisboa, através da formação e sensibilização, tanto de cidadãos como de organizações da cidade. 

João Afonso agradeceu a participação de todos e ao Liceu Camões e à presidente da Junta de Freguesia de Arroios  parceria na realização desta terceira Escola Somos acrescentando a importância da conclusão do Mapa dos Direitos Sociais da cidade de Lisboa, a importância da educação para os Direitos Humanos: “cerca de 60% dos portugueses não conhecem os seus direitos”. A consciencialização dos direitos que cabe a cada um, a sua capacidade de participação e de cidadania, é outro dos aspetos relevantes a que iniciativas como esta dá resposta. João Afonso referiu o papel do Espaço a Brincar na promoção e educação dos jovens para os Direitos da Criança e dos Jovens e dos Direitos Humanos em geral, um dos quatro pilares base da educação para os direitos humanos de que a escola e o programa Somos fazem também parte, a par das campanhas de sensibilização que a CML tem vindo a realizar. Referindo à importância do Somos, João Afonso salientou a importância de continuar com este projeto e a necessidade de reforçar permanentemente os nossos direitos. 

Seguidamente os coordenadores da Escola Somos fizeram a apresentação dos programas e deu-se início aos trabalhos. 

 

O encerramento

Depois de seis dias, seis formações, sessenta participantes e mais de vinte organizações envolvidas, terminou na tarde de sábado,dia 15 de julho, a III edição da Escola Somos.

Na sessão de encerramento ficou marcada pela apresentação, em jeito de balanço da "matéria dada" dos vários grupos contribuindo assim para a criação de uma cultura de direitos humanos na cidade.

Numa semana marcada por uma acusação de racismo enquanto crime, no episódio de violência da Cova da Moura, ou pelos números que mostram que morrem cerca de 30 mulheres anualmente em Portugal, vítimas de violência doméstica, o vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, diz que é preciso " olhar para o mundo à nossa volta e perceber que é para isso que aqui estamos, num esforço coletivo em transformar o mundo num sítio melhor e sem educação para os Direitos Humanos e para a democracia, não é realista esperarmos pessoas empenhadas nestas causas".

Presente pelo segundo ano consecutivo na Escola Somos, o Secretário de Estado da Educação, João Costa, avançou a aposta no governo na introdução de uma disciplina de educação para a cidadania nos curriculuns escolares elogiando o trabalho desenvolvido pela iniciativa , " o que estão aqui a fazer é mais que relevante, é urgente".

Para o ano há mais, porque diz João Afonso " a Escola Somos não termina, nunca vai terminar porque a escola somos nós, está no nosso coração."

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