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Tomada de posse dos Corpos Sociais da ATL - Turismo de Lisboa

12, Maio 2016
  • Tomada de posse dos Corpos Sociais da ATL - Turismo de Lisboa
    Tomada de posse dos Corpos Sociais da ATL - Turismo de Lisboa

Decorreu nos Paços do Concelho, no dia 12 de maio, a cerimónia de tomada de posse dos Corpos Sociais da ATL - Associação de Turismo de Lisboa para o triénio 2016-2019. Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, continua como presidente da Direção, à frente de uma equipa que integra representantes das principais entidades públicas e privadas ligadas ao setor do turismo associadas na ATL.

Os restantes membros da nova Direção são: Jorge Ponce de Leão, administrador delegado da ANA - Aeroportos de Portugal, como presidente adjunto, e os vogais Vitor Costa, presidente da Entidade regional de Turismo de Lisboa, Rui Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra, Nuno Piteira Lopes, vereador da Câmara Municipal de Cascais, e Célia Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Mafra, e diversos representantes de associações e outras entidades do setor como Bernardo Trindade (Associação da Hotelaria de Portugal), Pedro Costa Ferreira (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e de Turismo), José Manuel Esteves (Associação da Hotelaria, Restauração e Estabelecimentos Similares de Portugal), Carla Salsinha (União das Associações de Comércio e Serviços), Maria João Rocha de Matos (Feiras, Congressos e Eventos / Associação Empresarial), Álvaro Covões (The Live Company), Luiz Mór (TAP), Luís Paixão Martins (NewsMuseum), Joana Cardoso (EGEAC) e Jose´marto (Hotel Marquês de Pombal).

Os membros dos diversos órgãos dos Corpos Sociais da ATL (Direção, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal) foram empossados pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral cessante, Rui Horta (que continua no mesmo cargo para o próximo triénio). Na sua intervenção nesta cerimónia, Rui Horta lembrou o remoto ano de 1997, quando "decidimos avançar com a ATL, que uns encararam com desconfiança e outros decidiram esperar para ver, e passámos da teoria à prática". "Foi muito trabalho, muito consenso, mas hoje os resultados da estratégia então delineada estão à vista", constatou Rui Horta, concluindo que, apesar dos que "com ligeireza apontam os perigos de uma turistificação", há que dar continuidade a este trabalho.

Fernando Medina, na dupla qualidade de presidente da Câmara Municipal de Lisboa e da Direção da ATL agora empossada, sublinhou o sucesso da ATL enquanto parceria público-privada, a quem se devem "os resultados de crescimento que hoje temos e que fazem de Lisboa uma cidade melhor". O autarca agradeceu esse trabalho do passado na pessoa do anterior presidente adjunto da Direção, Mário Carvalho, adiantando que a Câmara Municipal de Lisboa não deixará de apresentar uma proposta de "reconhecimento do mérito" do seu trabalho.

Sobre o trabalho futuro da ATL, Fernando Medina foi peremptório: "queremos continuar a crescer, queremos mais turistas e que cada turista traga mais valor para a cidade". Entre as perspectivas que se levantam no horizonte, o edil lisboeta alertou para o facto de só nos últimos três anos o fluxo de passageiros no Aeroporto da Portela ter passado de 15 para 20 milhões de passageiros, insistindo na necessidade de se "tomar uma decisão em tempo útil, ainda este ano, sobre o futuro da infraestrutura aeroportuária, para não comprometermos o desenvolvimento do turismo". Por outro lado, sublinhou que "cuidar em permanência da qualidade da oferta turística" será para continuar, quer continuando a "tratar bem da infraestrutura pública, como é o caso da qualificação do espaço público", quer reiterando a aposta numa "oferta hoteleira à altura, diferenciadora", e numa restauração "com gente nova e conceitos inovadores". Em síntese, "crescer mantendo elementos de identidade e autenticidade, apostando na inovação para promover sustentadamente o turismo".

Por último, o presidente Fernando Medina destacou a importância de "adaptar a cidade ao número elevado de turistas, que traz um incrível impacto positivo quer à inovação da economia, que permitiu passarmos melhor pela crise, quer ao nível do emprego, da reabilitação urbana, da cultura e da sociedade". Para o efeito, é preciso "promover novos pólos de atração e animação, continuar a requalificar o espaço público e a criar novos equipamentos culturais". Mas esta "necessidade permanente de inventar" para promover o turismo terá que ser acompanhada por um "processo permanente de adaptação entre o turismo e a qualidade de vida dos habitantes, harmonizando, compatibilizando, regulando" as diversas atividades do setor (dos tuk tuk aos horários de estabelecimentos noturnos e níveis de ruído) e protegendo algumas lojas históricas que "fazem parte da identidade da cidade".


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