Ambiente

Trilhos de Monsanto melhoram a mobilidade suave dos utentes

25, Janeiro 2018
Linhas gerais do conceito das intervenções em curso no Parque Florestal de Monsanto
  • Mapa: Rede de Trilhos do Parque Florestal de Monsanto, destacando-se os troços a intervir (a vermelho) e novo trilho a criar (a azul)
    Mapa: Rede de Trilhos do Parque Florestal de Monsanto, destacando-se os troços a intervir (a vermelho) e novo trilho a criar (a azul)
  • Trilho em obra
    Trilho em obra
  • Trilho em obra
    Trilho em obra
  • Trilho em obra
    Trilho em obra
  • Trilho em obra
    Trilho em obra
  • Trilho com obra concluída
    Trilho com obra concluída
  • Trilho com obra concluída
    Trilho com obra concluída
  • Trilho com obra concluída
    Trilho com obra concluída
  • Trilho com obra concluída
    Trilho com obra concluída
  • Trilho com obra concluída
    Trilho com obra concluída
  • Trilho com obra concluída
    Trilho com obra concluída
  • Aspeto de trilho com obra concluída há cerca de 3 anos, sendo visível a integração e naturalização da solução na paisagem
    Aspeto de trilho com obra concluída há cerca de 3 anos, sendo visível a integração e naturalização da solução na paisagem

No âmbito das suas competências de gestão e requalificação do Parque Florestal de Monsanto, a Câmara Municipal de Lisboa vem desenvolvendo ao longo dos anos um processo de qualificação dos percursos de atravessamento do Parque, dotando-os de condições de durabilidade e conforto adequados ao usufruto desta infraestrutura verde da cidade de Lisboa. 

Mais recentemente, beneficiando da vontade de uma proposta vencedora do Orçamento Participativo (OP) da edição de 2014, foi possível aumentar o ritmo deste tipo de intervenções de que o Parque necessitava. 

Com mais de 80 anos, Monsanto apresenta necessidades de intervenção permanentes em várias das suas componentes, do arvoredo à sinalética, dos equipamentos aos percursos. A rede de percursos no interior do Parque apresenta-se em muitos pontos particularmente desgastada, fruto da erosão, quer pela água, quer pelo pisoteio. Este desgaste alterou o escoamento das águas e impede mesmo, em vários pontos, a utilização dos trilhos por encharcamento, conduzindo à criação de alternativas pelos próprios utilizadores, o que não beneficia o coberto natural. A partir de 2015, a CML priorizou as intervenções de manutenção sobre os trilhos, recarregando-os. Neste momento decorre uma obra com a duração de 150 dias e investimento municipal de 395.704,82€ e que está a permitir intervir de forma consistente nos trilhos mais degradados, seguindo-se a instalação de uma sinalética consistente (ainda no âmbito do Orçamento Participativo), e a construção de um novo atravessamento ciclopedonal sobre a Estrada de Monsanto, cujo projeto está concluído, aguardando apenas o parecer do ICNF.

Complementarmente, estamos a investir num projecto de acalmia do tráfego automóvel de atravessamento do Parque, atualmente em fase de concurso, promovendo dessa forma o aumento da segurança dos utilizadores da mobilidade suave, peões e ciclistas, através da redução da velocidade de tráfego automóvel. A rede de trilhos em obra permite responder à crescente e continuada procura de percursos de recreio, lazer, interpretação ambiental e desporto (marcha, corrida e bicicleta) que abrange todo o Parque. O diagnóstico do estado dos trilhos e a respetiva estratégia de intervenção contou com o acompanhamento permanente dos promotores do projecto OP. Foram mantidos inalterados os troços em bom estado e canalizados todos os esforços para intervir nos troços mais degradados. A qualificação dos trilhos tem igualmente em conta a proteção da floresta contra incêndios e sempre que necessário articula-se com a entrada de serviços de gestão e manutenção ou para acesso dos meios de deteção e combate a incêndios, em conformidade com o Plano de Defesa em vigor.  

Para garantir a salvaguarda das raízes, e permitir regrar o escoamento das águas, a intervenção realiza-se, algumas vezes, sobrelevada face à base existente com contenção lateral, permitindo uma largura fixa e regular e evitar a compactação lateral do solo, contribuindo desta forma para acelerar a regeneração da vegetação natural num mais curto espaço de tempo.

A maioria dos trilhos a intervir tem 1.50m de largura, garantindo uma largura maior naqueles cuja circulação de viaturas deve ser garantida.

A intervenção baseia-se sucintamente na colocação de um pavimento em brita compactada sobre cascalho, separado do substrato por uma manta geotêxtil e acabamento com tout-venant, limitado com varas de madeira ou pedra para confinar o enchimento e assegurar o não assoreamento das drenagens. 

Na intervenção de recuperação de trilhos existentes em pedra, o material será mantido e recuperado, assim como a sua contenção lateral em pedra, respeitando o existente. Em função da inclinação do trilho, serão executadas espinhas de encaminhamento de água, e promovida a estabilização dos atravessamentos das linhas de água existentes.

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