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Uma sociedade aberta é o desafio para a inovação diz Fernando Medina

14, Março 2016
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa participou esta manhã numa mesa redonda organizada pela IBM, onde discutiu as questões da inovação e dos impactos das tecnologias na economia. É preciso manter a sociedade aberta, diz Fernando Medina.
  • Mesa redonda sobre os impactos da tecnologia na economia
    Mesa redonda sobre os impactos da tecnologia na economia

Num tempo de grandes mudanças “manter uma sociedade aberta é o primeiro desafio para mantermos uma cultura de inovação”, afirmou Fernando Medina durante uma mesa redonda realizada durante um encontro com executivos da IBM em 14 de março no Palácio Foz. Para a Câmara de Lisboa o desafio é sobretudo organizacional e a autarquia está a agarrar essa “alavanca de mudança” que constitui a tecnologia, diz o edil que adianta como exemplos a aposta no desenvolvimento do ecossistema empreendedor e a criação de uma plataforma digital de dados: Lisboa Aberta.

O debate, promovido no âmbito de um estudo que a IBM apresentou sobre o fenómeno designado por “uberização” (Redefining Boundaries: Insights from the Global C-Suite Study), que consiste basicamente no aparecimento de novas empresas “inovadoras e disruptivas” na indústria, contou com a participação do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e do presidente da IBM Portugal, António Raposo de Lima, entre outros executivos.
 

Aproveitar as mudanças

Para uma autarquia a tecnologia não coloca concorrência mas impõe naturalmente pressão sobre os serviços, diz Fernando Medina, salientando que a cidade precisa de se preparar para o avanço das tecnologias e da inovação, mantendo uma cultura aberta a todos os níveis.

Por isso "é preciso é aproveitar” as mudanças operadas a partir do digital, sublinha, pois a situação periférica de Lisboa no contexto europeu "desfaz-se por completo" com esta evolução. O presidente da Câmara de Lisboa considera que “são recursos fundamentalmente de capacidade de conhecimento e inovação, para lembrar o investimento da autarquia na dinamização do ecossistema empreendedor. “Um salto qualitativo num caminho que é inevitável”, frisa.

O grande desafio é, para a Câmara de Lisboa, fundamentalmente organizacional diz Fernando Medina, particularmente na forma como se lida com a informação, se aproveita e se “transforma em oportunidade.”

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa lembra ainda a plataforma de dados abertos recentemente apresentada – Lisboa Aberta -  e afirma que está a ser desenvolvida uma aplicação, que no entanto “só pode ser lançada quando soubermos que temos uma capacidade de resposta”. O edil revela ainda que está a ser equacionada uma rede de sensores em infraestruturas ou equipamentos municipais, como postes de eliminação e rede de saneamento, que poderá ser utilizada em aplicações úteis por outras empresas. A adaptação das organizações é a parte mais difícil, adianta, mas “a tecnologia é a alavanca da mudança”.

Já o ministro da Economia, Caldeira Cabral, enfatizou a realização do Web Summit este ano em Lisboa como “uma enorme oportunidade” para as startups portuguesas e considera que o evento, pela primeira vez no nosso país, constitui “um enorme palco” para atrair investimento estrangeiro e para afirmar as nossas empresas inovadoras internacionalmente. 

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