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Web Summit já mexe em Lisboa

04, Fevereiro 2016
A contagem decrescente para o maior evento de tecnologia do planeta já começou e foi um dos temas em discussão na conferência Startup Go Global, que contou, entre outros, com a participação do presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do presidente do Web Summit, Paddy Cosgrave.

Empreendedorismo, economia e Web Summit foram as palavras chave da conferência Startup Go Global que juntou no Pátio da Galé, em 4 de fevereiro, mais de uma centena de empreendedores e empresários. Fernando Medina participou no encontro, promovido pela  Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP)  em parceria com a Câmara de Lisboa e o Web Summit. 

O Web Summit constituiu uma oportunidade única para o ecossistema empreendedor de Lisboa e do país, considera o presidente da autarquia lisboeta, bem como Miguel Frasquilho, presidente da AICEP e João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, que também intervieram na abertura da conferência. 

Não só pelo evento, que juntará em novembro na capital mais de 50 mil participantes, mais de 1 500 jornalistas, cerca de 1 500 investidores e mais de 2 500 startups, como lembrou Miguel Frasquilho, mas sobretudo, afirma Fernando Medina, porque constitui uma “extraordinária oportunidade para fazer crescer o ecossistema empreendedor que já temos’, para o mostrarmos e para o qualificarmos. 

O edil afirma ainda que os empreendedores têm na Câmara de Lisboa “o parceiro mais empenhado e interessado” no seu sucesso, pois considera que o desenvolvimento do ecossistema empreendedor “é verdadeiramente estratégico” para o futuro da cidade, que conta hoje já com “uma parte importante do Portugal moderno”. 

Fernando Medina manifesta confiança “no caminho que estamos a trilhar” e apela a uma mudança de paradigma. Para a vitalidade do sistema empreendedor é preciso construir uma “dimensão cultural de aceitação do risco, do erro e do insucesso”, valorizando a atitude e a iniciativa. “Arrisquem, porque nós estaremos sempre ao vosso lado”, diz. 

Já João Vasconcelos enfatiza que “o mundo vive uma nova revolução industrial, conhecida pela Indústria 4.0” e vê no Web Summit mais uma oportunidade para o desenvolvimento de startups no país, que, diz, está em condições de se colocar “no pelotão da frente” dos países que vão liderar a mudança em curso. Porque, afirma, “esta é a primeira revolução industrial em que a localização geográfica não conta”. 

"Primeiro comecei a receber uns emails a propor que fizéssemos o Web Summit em Lisboa, depois soube que havia uma subscrição na internet com algumas assinaturas, que rapidamente passaram a milhares. E a minha caixa de correio foi entupida com mensagens". Mas essa não foi a razão, afirma divertido Paddy Cosgrav, presidente do Web Summit, que explica ter pesado principalmente o desenvolvimento do ecossistema empreendedor na capital. Para além das infraestruturas existente, mas de uma ou outra forma também encontramos boas condições a esse nível noutras ciadades da Europa, esclarece. 

 

 

 

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