Ambiente

Alterações climáticas em debate

08, Maio 2019
Fernando Medina, presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa e da CML esteve na abertura da Conferência internacional sobre o Plano de Adaptação às Alterações Climáticas, no dia 8 de maio, no Teatro Luísa Todi, em Setúbal, onde lançou o desafio aos praticantes: “É tempo de sermos arrojados nas propostas contra as alterações climáticas”.
  • Conferência sobre o Plano de Adaptação às Alterações Climáticas
    Conferência sobre o Plano de Adaptação às Alterações Climáticas
  • Conferência sobre o Plano de Adaptação às Alterações Climáticas
    Conferência sobre o Plano de Adaptação às Alterações Climáticas
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  • Conferência sobre o Plano de Adaptação às Alterações Climáticas
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  • Conferência sobre o Plano de Adaptação às Alterações Climáticas
    Conferência sobre o Plano de Adaptação às Alterações Climáticas

Coube a Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, o discurso de abertura da conferência internacional que reuniu especialistas e estudiosos das alterações climáticas em Setúbal para discutirem as estratégias comuns intermunicipais para fazer face às alterações climáticas. A autarca de Setúbal evidenciou a importância da realização deste debate e referiu algumas das medidas que esta  autarquia tem vindo a implementar no sentido de minimizar os efeitos de emissões de carbono. A dissuasão do recurso ao transporte individual, a aposta no novo sistema tarifário do transporte publico, soluções de parqueamento foram algumas das referidas pela autarca. “As alterações climáticas já se fazem sentir, são um problema atual e que exige respostas atuais” afirmou. 

Nuno Lacasta, presidente da APA, Agência Portuguesa de Ambiente, começou por referir a importância da revolução tarifária dos transportes com a introdução dos novos passes metropolitanos enquanto medida que terá um efeito positivo na redução das emissões de carbono. Chamou também a atenção para a importância das abordagens intermunicipais na implementação de estratégias para combater as alterações que se tem vindo a sentir no clima nacional, mas também junto da costa marítima. 

Fernando Medina também destacou ser este um tema do presente e que não pode ser adiado para o futuro, “estamos quotidianamente a testemunhar essa realidade. Quero salientar duas palavras que deverão definir a nossa atitude: adaptação e consciencialização”, referiu. Acrescentou também que mais do que um problema do planeta, as alterações climáticas são um problema do humano. “Somos nós enquanto espécie que estamos ameaçados e é a nossa sobrevivência que se joga nesta batalha”, afirmou. Uma batalha que, afirmou, se joga nas cidades, não isoladamente, mas nas áreas metropolitanas onde se concentra a maior parte da população e os meios de produção do nosso país. Outra das vertentes onde se joga o nosso futuro, acrescentou Fernando Medina, será no plano da mobilidade, área onde Portugal falhou nas últimas décadas ao não acautelar soluções de mobilidade que dispensassem o transporte individual a favor do coletivo. “O passe social único é o primeiro de um conjunto de passos para se promoverem alterações de comportamento em relação à mobilidade. Outra será a construção de uma rede de transporte pesado, não poluente, que assegure o conforto e a rapidez das deslocações dentro das áreas metropolitanas”, acrescentou Fernando Medina. 

A concluir, o presidente da AML deixou um desafio aos investigadores, técnicos e participantes nacionais e estrangeiros reunidos para este dia de trabalhos: “Quero deixar uma palavra de estímulo, encorajamento e ousadia, e desafiar os que aqui estão para que arrisquem, precisamos de uma grande mobilização cívica em torno desta causa para atingirmos bons resultados, devemos ser ambiciosos nas propostas. Os decisores políticos já estão convencidos da necessidade que aqui se joga, precisamos agora que nos ajudem a apontar o caminho e a decidir bem”. 

Seguiram-se os trabalhos do dia. Aqui o programa da conferência. 

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