Segurança

Aprender com o passado – Chiado, 30 anos depois

25, Outubro 2018
Trinta anos após o incêndio do Chiado, o comandante dos sapadores de Lisboa afirma que o regimento está “melhor preparado”. Pedro Patrício falava durante o encontro nacional da Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança, que decorreu hoje em Lisboa.
  • Encontro nacional da Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança
    Encontro nacional da Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança
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Para o comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB), a cultura de segurança na altura era “deficitária e insipiente”. Esta era uma época “em que se combatiam incêndios sem luvas e de mangas arregaçadas”.

As imagens da “catástrofe”, assim considerou a imprensa, chegam aos nossos dias graças à cobertura jornalística. Nesse dia 25 de agosto, Diário de Noticias e Diário de Lisboa esgotaram duas edições, recordou Ana Peixinho, da Universidade de Coimbra.

As ruas do Ouro, da Assunção, Crucifixo, Nova do Almada, Garrett, do Carmo, e  a calçada do Sacramento, com poucos residentes, delimitaram a área do incêndio, que “destruiu totalmente 11 edifícios”.  O Chiado, com 4452 habitantes em 1960, tinha, vinte anos depois, 2656, e em 1991 pouco mais de 1500 habitantes,  Os números foram revelados por Eduardo  Henriques, da Universidade de Lisboa. Só onze anos mais tarde as portas dos antigos Armazéns do Chiado voltaram a abrir.

Investimento de 20 M€ na Escola do RSB

A ligação ao mundo académico é “essencial” para a preparação  dos operacionais do RSB. Carlos  Castro, ex-vereador da Segurança, defendeu ainda a harmonização dos procedimentos, em todo o país, para bombeiros profissionais e voluntários. A medida, considerou, passa pela formação  articulada a nível nacional.

Lisboa está preparada, e forma, já hoje, sapadores de vários concelhos, numa escola que tem uma “dimensão nacional”. O investimento da autarquia na escola do RSB, no Quartel Central de Chelas, será de cerca de  20 M€, avançou Carlos Castro.

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