Intervenção social, Município, Segurança

Ativado o plano de contingência para o frio

05, Fevereiro 2018
Com as temperaturas a descer, a Câmara Municipal decidiu ativar a fase amarela do plano de contingência e criou no Pavilhão Municipal Manuel Castelbranco (Graça/Sapadores) um centro de acolhimento, onde as pessoas sem abrigo podem tomar um banho, receber roupa e agasalhos e comer uma refeição quente.

Face à acentuada descida das temperaturas foi ativado esta segunda-feira, 5 de fevereiro, o plano de contingência para as pessoas em situação de sem-abrigo, com a instalação do centro operacional no Pavilhão Municipal Manuel Castelbranco, na Graça. Fernando Medina e o vereador dos Direitos Sociais, Ricardo Robles, visitaram o espaço com o Presidente da República [notícia atualizada em 6 de fevereiro]. 

O plano foi ativado às 19h00 e pouco depois já as equipas de rua começavam a chegar com pessoas sem-abrigo, que após o registo podiam tomar um banho, receber roupa limpa, agasalhos, e comer uma refeição quente. Dali poderão ser encaminhadas, se o desejarem, para  os vários centros de acolhimento espalhados pela cidade, também o Metropolitano de Lisboa mantém abertas as estações do Rossio, Saldanha, Oriente e Intendente.

O apoio a esta camada populacional em grande situação de vulnerabilidade é feito diariamente por equipas de rua, mas sempre que as temperaturas atingem de três graus ou menos é ativada a fase amarela do plano de contingência. Em comunicado divulgado pelo gabinete do vereador Ricardo Robles, é explicado que a decisão ocorreu mesmo sem se verificarem os pressupostos do plano (três graus de temperatura mínima durante 48 horas), a Câmara de Lisboa "tem estado especialmente atenta às baixas temperaturas devido à sua população mais vulnerável em situação de sem-abrigo" e no dia 2 de fevereiro tinha já sido ativada a fase azul do plano. 

Técnicos municipais, agentes da PSP e da Polícia Municipal, membros da Proteção Civil, Bombeiros, Cruz Vermelha Portuguesa, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e voluntários de várias associações integram desta forma um autêntico contingente multifuncional que, diariamente e em turnos de oito horas permanentes, asseguram o apoio no pavilhão e os contactos de rua, que incluem distribuição de agasalhos e comida, aconselhamento e indicação dos locais de acolhimento.

São, em regra, cerca de 60 pessoas por turno, tudo é preparado ao pormenor e nem mesmo a comida para cães e casotas para acolher o fiel amigo são esquecidas. 

Em 2017 o plano de contingência foi ativado no mês de janeiro, de 17 a 21, e durante os quatro dias foram apoiadas 269 pessoas e servidas 655 refeições quentes.

Já no dia 6, a Provedora dos Animais de Lisboa emitiu um comunicado em que "recomenda a todos os detentores de animais que os recolham de espaços abertos" e lhes providenciem abrigo e agasalho.