Cultura e Lazer

Câmara de Lisboa lamenta morte de José Mário Branco

19, Novembro 2019
A Câmara Municipal de Lisboa envia sinceras condolências à família e amigos de José Mário Branco.
  • José Mário Branco no Festival Silêncio, no Cinema São Jorge em 2011. Foto: Arquivo EGEAC
    José Mário Branco no Festival Silêncio, no Cinema São Jorge em 2011. Foto: Arquivo EGEAC

Nascido no Porto, José Mário Branco deixa-nos aos 77 anos, depois de uma carreira imensa, dedicada sobretudo à canção – de intervenção e de Abril, mas que também passou pelo fado. Um dos artistas mais importantes e completos da música portuguesa do século XX, distinguiu-se como produtor, intérprete, compositor e letrista.

Perseguido pela PIDE, acabaria por se exilar durante quase 10 anos em Paris, durante a ditadura, onde lança o seu álbum mais emblemático: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", em 1971.

Foi um dos fundadores do “Grupo de Ação Cultural - Vozes na Luta” com Fausto, Afonso Dias e Tino Flores, de que saíram outros exemplos do seu tão conhecido trabalho político, como A Cantiga é Uma Arma (1975).

José Mário Branco integrou a companhia de teatro "A Comuna" e foi produtor da maioria dos álbuns do fadista Camané, mas compôs e produziu também discos de outros nomes do fado. José Afonso, Sérgio Godinho ou Luís Represas são artistas com quem também trabalhou.

Vencedor de dois prémios, José Afonso, o cantautor, celebrou 50 anos de carreira em 2017, e foi homenageado na Feira do Livro do Porto. Homem de ideias e de ideais, homem de e da palavra, José Mário Branco e a sua obra permanecerão como um dos símbolos da cultura musical portuguesa do século XX.

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