Município, Urbanismo

Espaço público, transportes e habitação: um novo tempo em Lisboa

27, Março 2017
Na abertura da Semana da Reabilitação Urbana, Fernando Medina sublinhou o esforço da Câmara Municipal de Lisboa na revitalização da cidade, que começa a dar frutos. Lisboa é hoje uma cidade mais amiga das pessoas, diz, mas é preciso continuar.

27 de Março: A abertura da Semana da Reabilitação Urbana 2017 foi marcada pela participação do primeiro-ministro, António Costa, e do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina. No evento, que decorre até 2 de abril no cine-teatro Capitólio, Parque Mayer, o edil deixou uma palavra de incentivo aos investidores e afirmou que o esforço da autarquia na requalificação do espaço público vai continuar em outras zonas da cidade, a par de um novo ciclo que se abre, o da melhoria dos transportes públicos e o da criação de instrumentos para uma política pública de acesso à habitação para as classes médias.  

“Precisamos de continuar o esforço de reabilitação da cidade”, diz Fernando Medina, que vê na simplificação das relações com o investidor é um caminho a prosseguir, através de uma “linguagem clara e transparente”. Ao mesmo tempo que é preciso continuar “o esforço de qualificação do espaço público” e na continuação do investimento do “conceito de cidade de bairros”. 

 

Novo ciclo 

O programa Uma Praça em cada Bairro está em marcha, sente-se hoje o seu impacto, e para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa ”o desafio fundamental para os próximos centra-se na dinâmica dos transportes públicos”. É preciso resolver os problemas da mobilidade e das acessibilidades, pelo que nessa área torna-se imperioso credibilizar e tornar mais eficazes os transportes públicos. 

“Nós temos um sistema de mobilidade disfuncional, que não cumpre de forma eficaz as necessidades de mobilidade”, adianta, pelo que na opinião de Fernando Medina o próximo ciclo deve ser marcado “por uma fortíssima aposta na qualificação do transporte público, na sua interligação com os diferentes elementos do sistema de mobilidade e na sua interligação com o metropolitano”. O edil defende “um diálogo franco e claro” no âmbito da Área Metropolitana e sublinha que os transportes são fundamentais no âmbito da reabilitação urbana. 

O bom momento que a cidade vive deve ser aproveitado, continua, para afirmar de seguida que a autarquia está empenhada em dotar a cidade de “um instrumento de política pública de acesso à habitação para as classes médias”, esperando que venha a atrair investidores privados na reabilitação e na construção nova. 

Já António Costa lembrou “um aumento muito significativo” em 2016 no âmbito da reabilitação urbana e da construção e sublinha “o crescimento dos indicadores conhecidos para este ano”. O primeiro-ministro enfatiza a importância da construção na actividade económica e, na sua sustentabilidade, o papel da reabilitação urbana, pelo que afirma o destaque para a esta área no programa de reformas do Governo. “A reabilitação urbana contribui para combater a desertificação nos centros urbanos, para melhorar a qualidade de vida dos habitantes e a sustentabilidade ambiental das regiões, para garantir a todos o direito constitucional à habitação e porque contribui positivamente para a dinamização de um sector que foi fortemente atingido pela crise económica e cujo colapso foi gerador de milhares de desempregados”, disse.

Após a abertura decorre o debate “Desafios de uma legislatura para a reabilitação urbana”, que conta com a participação do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado.

Sobre a Semana da Reabilitação Urbana 

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