Avenidas Novas, Cultura e Lazer

Já abriu a Feira do Livro!

25, Maio 2018
Até ao dia 13 de junho, a 88ª Feira do Livro veste de cultura o Parque Eduardo VII. O ato inaugural contou com as presenças do Presidente da República, do ministro da Cultura e do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, parceiro da APEL - Associação Portuguesa de Editores e Livreiros na organização do tradicional certame.
  • Feira do Livro
    Feira do Livro

O presidente da direção da APEL, João Amaral, foi o anfitrião da cerimónia inaugural da 88ª edição da Feira do Livro de Lisboa, a decorrer no Parque Eduardo VII até ao dia 13 de junho. Nesta cerimónia, que teve lugar no dia 25 de maio no auditório da APEL montado junto à Rotunda do Marquês de Pombal, João Amaral garantiu que "a Feira está a crescer e a melhorar a olhos vistos", agradecendo aos serviços municipais todo o apoio para esta importante realização, fruto da habitual parceria com a CML.

Dirigindo-se a uma audiência - onde predominavam os editores e livreiros, bem como a deputada Edite Estrela, os vereadores Catarina Vaz Pinto e José Sá Fernandes, o embaixador do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo Machado, jornalistas e muita gente das artes e das letras - o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, depois de referir algumas medidas governamentais para apoiar editores e livreiros, lembrou que "são o livro e leitura que elevam a alfabetização à literacia ilustrada".

Fernando Medina, presidente da autarquia lisboeta, sublinhando a importância da Feira do Livro nos hábitos de leitura dos portugueses e na ocupação do espaço público do Parque Eduardo VII, sublinhou a atual programação destinada ao público infanto-juvenil através da rede das bibliotecas municipais presente no evento. Aludindo às ameaças sobre o setor, por via da leitura digital, o edil recordou que "há muito que alguns decretaram o fim do livro, como anunciaram o fim de quase tudo, mas o livro, com a sua magia única, permanece fiel ao leitor e o leitor fiel ao livro".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, encerrou este ato, aludindo à sua condição de bibliófilo e à sua conhecida paixão pelo livro antigo, de que é colecionador. Também o Chefe de Estado se referiu à ameaça dos meios digitais, fazendo fé no potencial "único" do livro, "que nos leva à maravilha e à perdição, que são inseparáveis", gracejou. E, passando das palavras aos atos, percorreu demoradamente metade da Feira (que, anunciou, visitará ainda em quatro diferentes dias), parando em todos os pavilhões, manuseando livros dos expositores, falando com os vendedores e, naturalmente, fazendo uma ou outra compra.

A 88ª edição da Feira do Livro conta com 294 pavilhões que albergam 626 chancelas editoriais, para além de uma exposição sobre os 88 anos do certame. A área de sombra duplicou face ao ano transato, mais esplanadas e zonas de descanso. a extensa programação cultural e educativa paralela privilegia as crianças e as famílias, com uma forte presença da rede das Bibliotecas Municipais de Lisboa e do Plano Nacional de Leitura. Até ao dia 13 de junho, encerrando todos os dias às 22h00, a Feira do Livro de Lisboa marca a vida cultural da cidade.

Array
Mais notícias sobre:
Avenidas Novas, Cultura e Lazer