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Lisboa - Capital do Atlântico

16, Dezembro 2014
  • Conferência Lisboa - Capital do Atlântico
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Lisboa tem uma “responsabilidade acrescida” na dinâmica da economia do mar, pela sua “capacidade e disponibilidade de recursos científicos e tecnológicos”, afirmou Fernando Medina. Não haverá “outros atores capazes de substituir [a região de ] Lisboa”. Cabe à Câmara, enquanto principal entidade politica desta região, “assumir este desafio”, realçou, reafirmando o “compromisso e a vontade da autarquia em trabalhar nesta área”.

O vice-presidente da Câmara de Lisboa falava na abertura da conferência “Lisboa - Capital do Atlântico”, que teve lugar dia 16 de dezembro na Fundação Calouste Gulbenkian, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa.

Fernando Medina começou por evocar o contributo de Ernâni Lopes nesta temática, com o seu estudo de 2009 " Hypercluster da Economia do Mar", como uma “ideia política agregadora”, que “motivou” vastos setores da sociedade e economia. Foi um “caminho diferente e mobilizador” provocado pela sua reflexão, considerou o vice-presidente, que entendeu ser importante fazer um “balanço duplo relativamente ao caminho percorrido”.

Para Fernando Medina, a economia do mar - hoje “assumida e reconhecida”, “ganhou” o seu espaço no discurso político e no “simbólico” dos portugueses, algo que explicou, também, pelo enraizamento do simbolismo do mar na nossa cultura, no “mais profundo da nossa tradição e da nossa história coletiva”. O “consenso” foi conseguido, considerou, como prova o envolvimento de dirigentes políticos, de instituições de referência nacionais como a Fundação Calouste Gulbenkian, das universidades, da administração pública e das empresas.

Contudo, vários anos depois, a dimensão económica e social da economia do mar está “porventura aquém daquilo que muitos esperavam há uns anos atrás”, não tendo surgido como a “força motora de uma economia nacional”. Algo que, para Fernando Medina, se deve “à diferença entre aquilo que esperamos e aquilo que é realista esperar”.

É “simplista” achar que a imensidão do nosso mar, [ 42 vezes o espaço do nosso território terrestre ] só por si, se traduz em alguma coisa. “Muita água é muita água”, realçou, considerando fundamental estabelecer em Portugal uma “hierarquia” nos setores de atividade com “forte dinamismo do ponto de vista económico” e aumento da procura, como o turismo e - uma tendência já com algumas décadas -, a aquacultura.

Também o transporte marítimo, num “outro nível”, a produção energética, ou a exploração dos recursos minerais do Atlântico foram apontadas e descritas por Fernando Medina como as apostas “que fazem sentido” e mais passíveis de permitir “resultados mais rápidos”.

A conferência, juntou investigadores e empresários ligados às áreas da economia e do mar, e serviu para a apresentação pública do bilhete de identidadeLisboa: Economia do Mar”.

Um documento, como afirmou Paulo Soeiro de Carvalho durante a apresentação, que é sobretudo “um convite à ação” de todos os parceiros, numa cidade que, afirmou, tem de “assumir o seu papel de capital atlântica”, periférica em termos terrestes, mas “no centro do mundo” ao nível do mar.

Marina Ferreira, da Administração do Porto de Lisboa, realçou o trabalho realizado em parceria com a autarquia, desde 2010. A palavra Lisboa, é “uma espécie de abre-te sésamo” que vem motivando o interesse dos agentes económicos globais, cuja ligação ao Atlântico Sul, a pode tornar num dos pontos “mais importantes” a nível de ligações marítimas.

A “solução”, afirmou Ana Paula Vitorino, é o que a Câmara está a fazer, sublinhando os projetos apontados em concreto pela autarquia, como o Campus do Mar, a renovação da Frente Ribeirinha, que, no entender da diretora da Revista “Cluster do Mar”, fazem com que vejamos “acontecer coisas”.

A deputada defendeu a criação da marca “Mar Português”, tal como acontece com o turismo. Uma aposta, que deve contar com a intervenção de Lisboa, “o motor, porque tem essa capacidade”.

Quando se fala de economia do mar, “as cidades são, hoje em dia, players tão ou mais fundamentais que os estados”, afirmou Graça Fonseca, no encerramento dos trabalhos. Para a vereadora da Inovação e Economia, esta realidade afirma-se já hoje no panorama das relações internacionais, nomeadamente no caso de Lisboa - cidade e região.

O “potencial muito próprio” de Lisboa, a capital universitária do país, foi apontado pela vereadora como algo que “temos que potenciar ao máximo”, que entende ser fundamental a maior divulgação do que “está a acontecer em Lisboa”. Um melhor conhecimento do que está a acontecer, entre os setores da investigação e do mundo empresarial, deve provocar uma ligação “muita estreita” entre as duas áreas, defendeu.

 

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