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Lisboa, uma das 100 Cidades Mais Resilientes

24, Maio 2016
  • Workshop Lisboa Construir Resiliência
    Workshop Lisboa Construir Resiliência

Lisboa passou a ser oficialmente membro da rede das 100 Cidades Mais Resilientes - uma rede mundial de cidades patrocinada pela Fundação Rockfeller - quando, no final do Workshop Lisboa Construir Resiliência, que decorreu nos Paços do Concelho no dia 23 de maio, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, recebeu da organização a respetiva placa.

A cerimónia da entrega da placa foi protagonizada por duas responsáveis daquela rede, Konstantina Karydi e Cristiana Fragola, durante o encerramento dos trabalhos do workshop internacional que se debruçou sobre formas de responder e prevenir acontecimentos extremos (catástrofes naturais e acidentes de grandes proporções) e situações stressantes para as cidades. O workshop iniciou-se logo de manhã, contando a sessão de abertura com as presenças dos vereadores Carlos Castro e João Afonso, a quem se juntaram, no encerramento, o presidente da autarquia, Fernando Medina, e o vereador Manuel Salgado.

Na sessão de encerramento, o diretor do Departamento de Planeamento, Paulo Pais, apresentou as conclusões deste encontro internacional, sublinhando que será elaborado um relatório final, "matéria prima do que se vai fazer para construir resiliência, não só para acontecimentos extremos mas também no dia a dia, dotando as cidades de uma cultura de resiliência com o apoio da sociedade civil". Acontecimentos extremos, como terramotos, inundações e ondas de calor, ou situações de stress, como as provocadas por ruturas sociais (exclusão, sem abrigo, desigualdades, problemas de mobilidade) são alvo de estudo e de planeamento integrado de modo a se poder garantir a continuidade dos serviços e as respostas adequadas a essas situações.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, considerou ser "um privilégio integrar esta rede" que tem a vantagem de "nos permitir absorver experiências de outras cidades para que possamos ter as ferramentas necessárias às cidades para resistirem e sobreviverem" em face dos riscos naturais ou sócio-económicos. O autarca destacou os três eixos de intervenção da cidade de Lisboa para prevenir tais situações: aumentar a qualidade de vida com mais e melhor espaço público; aumentar a utilização dos transportes públicos e a mobilidade suave para responder aos desafios da poluição, do aquecimento global e das alterações climáticas; e a criação de uma cidade mais inclusiva, capaz de ser espaço de oportunidades para todos, combatendo as desigualdades e a exclusão e integrando as minorias, nomeadamente através do direito à habitação. 

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