Município, Urbanismo

Mais espaço público, habitação e emprego em Entrecampos

05, Junho 2018
Teremos aqui cerca de 15 mil empregos e mais de duas mil pessoas a viver, numa área em queremos um contínuo de comércio de qualidade, espaço público de qualidade e habitação acessível para as classes médias, afirmou Fernando Medina na apresentação pública da Operação Integrada de Entrecampos.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa apresentou hoje, 5 de maio, no Capitólio, a Operação Integrada de Entrecampos, um projeto que prevê, numa área com cerca de 25 hectares, uma "intervenção única, mesmo em qualquer padrão europeu, quer em área quer na forma de pensamento”, afirmou Fernando Medina, que considera a operação “uma oportunidade única para a cidade”. 

“Este é porventura um dos projetos mais ambiciosos que a cidade tem em mãos, não só neste mandato”, afirmou o edil, que valoriza o “processo de refleção e de agregação de vontades” levado a cabo em torno de uma iniciativa “só possível por essa conjugação, que envolve a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Segurança Social e a consensualização ao nível do próprio executivo municipal.” A operação mereceu o voto favorável de três quartos do executivo municipal, vinca, “é talvez o princípio da solução feliz” para diversos problemas naquela zona, “pensámos de forma integrada e em conjunto”. 

Quatro desafios

São quatro os desafios e o presidente da autarquia elenca-os. Trata-se de aumentar o acesso das classes médias à habitação, de criar um espaço para escritórios de qualidade e emprego, dotar aquela zona de equipamento sociais para infância, juventude e envelhecimento e apostar na criação de espaço público de qualidade, em detrimento do espaço privativo e dos carros, “onde as pessoas se sintam cidadãos de primeira e tenham gosto de estar

Será, adianta, “uma zona de qualidade de referência. Como a Expo/98 foi exemplo para o mundo, queremos que daqui nasça uma montra de modernidade, de espaço público de excelência e também de arquitetura.”

As peças do projeto prevêm intervenção do município, da Segurança Social, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e de investidores privados, desenvolve-se nos terrenos da antiga Feira Popular, no terreno da Alváro Pais, no loteamento da Avenida das Forças Armadas entre os edifícios da EPUL e zona consolidada da 5 de Outubro.

Prevê um acordo com segurança social para aquisição de edifícios hoje afetos a serviços que serão transformados em habitação acessível às classes médias e a construção de um edificado que fechará o loteamento da Avenida das Forças Armadas, anteriormente previsto para escritórios mas agora convertido para habitação, devidamente apetrechado de zonas verdes e infraestruturas. São cerca de 700 fogos, 500 a construir pela câmara de Lisboa e a disponibilizar com rendas entre 200 e 500 euros. 

Discussão pública

O projeto está em discussão pública até 26 de junho e dará origem a quatro hastas públicas, a aprovar até junho e realizar a partir de setembro. Três são relativas aos terrenos da antiga Feira Popular e a outra na zona da Álvaro Pais, a que acresce ainda uma quinta hasta, para construção de um parque de estacionamento. 

Fernando Medina salienta a previsão de “espaços públicos abundantes, espaços verdes de grande dimensão, uma ampla moderna de zona de escritórios, de comércio, de habitação e venda livre de alta qualidade”. Nos terrenos da antiga Feira Popular, 60 por cento da área é destinada a espaço público e 33 a zona verde. 

O edil salienta que se prevê 15 mil empregos e mais de duas mil pessoas a viver naquela zona, que se pretende transformar num “contínuo de comércio de qualidade e num espaço público de qualidade, que complete o processo de revitalização da Avenida da República iniciado no mandato anterior”.

À apresentação seguiu-se um espaço de debate, a partir de um painel moderado pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, em que intervieram João Pedro Ferreira, vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Ana Gaspar, presidente da Junta de Freguesia das Avenidas Novas, Maria de Lurdes Fonseca, presidente da União das Associações de Comércio e Serviços, e João Domingos, diretor do atlelier de arquitetura paisagista.

A apresentação foi transmitida em direto na página do facebook da Câmara Municipal de Lisboa, que pode aqui visualizar