Santa Maria Maior, Urbanismo

Novo projeto para o Martim Moniz apresentado à população

21, Novembro 2018
Para já deverão avançar as obras na placa central da praça, que incluem a substituição dos atuais quiosques e a construção de um parque infantil de grandes dimensões. Mais para o final do próximo ano, ou início de 2020, deverá arrancar a requalificação do espaço envolvente.

Sala cheia no Hotel Mundial para a apresentação do projeto de requalificação da placa central da Praça Martim Moniz, numa sessão promovida pela Junta de Freguesia de Santa Maria Maior em 20 de novembro. As obras estão a cargo do concessionário daquele espaço e deverão avançar brevemente, adiantou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, que justifica a mudança com a “degradação sentida nos últimos anos” e a necessidade de dar uma nova vida ao mercado. 

Reduzir a área ocupada pelos atuais quiosques, que serão substituídos por contentores marítimos, e aumentar o espaço público são dois dos principais objetivos da intervenção negociada com o concessionário, que assume também a responsabilidade pela segurança, limpeza e manutenção. Garantir as características multiculturais do bairro e melhorar a segurança são outros objetivos da nova concessão para o espaço.  

A intervenção inclui uma zona verde, a manutenção do lago e a construção de um parque infantil de grandes dimensões junto ao Hotel Mundial, revelou o vereador. Quanto aos módulos para comerciantes, em contentores marítimos adaptados, só terão em regra um piso com o máximo de 2,5 metros de altura. Nalguns casos haverá equipamentos com mais altura mas garantindo a fluidez no espaço, disse ainda Manuel Salgado.

Quanto à zona envolvente, o autarca adiantou que o projeto de requalificação está em estudo e prevê a criação de mais conforto e segurança para os peões, particularmente na zona das Escadinhas da Saúde e na envolvente da Capela de Nossa Senhora da Saúde. Mas esse é um projeto cujo concurso avançará “em finais de 2019 ou início de 2020”, disse. 

Mercado multicultural 

Já os responsáveis pela empresa concessionária, que apresentaram com maior pormenor o projeto, explicaram que os contentores marítimos serão “trabalhados arquitetonicamente e adaptados à função de mercado” daquele espaço, permitindo “recriar a função de bairro” da zona em que está inserido. Por isso a organização espacial contempla a criação de ruas e praças, o objetivo é permitir que as pessoas circulem mais na zona interior do mercado. 

Espaço de restauração com cozinhas de todo o mundo, comércio tradicional e outros conceitos emergentes de comércio são as principais funcionalidades a instalar na zona de mercado, mas está ainda prevista a instalação de arte urbana no local. Por outro lado manter-se-ão o desenvolvimento de atividades culturais com as comunidades do bairro, como o Ano Novo Chinês, e uma programação cultural ao longo do ano. 

As associações locais não foram esquecidas e está prevista a criação de espaços para organizações como a Renovar a Mouraria, a Cozinha Popular ou o Centro de Inovação da Mouraria. 

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