Arroios, Intervenção social

Núcleo de Apoio aos Sem-Abrigo em Arroios

16, Setembro 2013
  • Apoio Local aos Sem-Abrigo de Arroios
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O Centro Social e Paroquial de São Jorge de Arroios vai gerir um espaço cedido pela Câmara de Lisboa para apoio aos sem-abrigo no Largo de Santa Bárbara, que compreende uma sala destinada a centro de atendimento e outra a local de refeições. A abertura deste núcleo, em 16 de setembro, contou com a presença do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, a vereadora da Ação Social, Helena Roseta, o presidente do Centro Social e Paroquial, padre Paulo Araújo, e a administradora da Santa Casa da Misericórdia, Rita Valadas, além dos representantes de vários parceiros da Rede Social de Lisboa envolvidos no projeto.

O NAL - Núcleo de Apoio Local é um espaço a partilhar por utentes e colaboradores institucionais onde serão facultadas refeições aos sem-abrigo respeitando a sua dignidade, correspondendo à concretização de um sonho de longa data, como fez questão de frisar o Padre Paulo Araújo, citando Fernando Pessoa: “Deus quer, o Homem sonha e a Obra nasce”. O presidente do Centro Social não se poupou a elogios à autarquia e aos parceiros, que, ultrapassando todas as diferenças, conseguiram “ser mais do que esta ou aquela organização, entidade ou associação, para serem um corpo de pessoas que olhando para a situação das pessoas sem abrigo quiseram promovê-las juntos, a viver por si mesmas, com a sua dignidade”.

 

Uma energia extraordinária

Helena Roseta afirmou que “esta iniciativa é do Centro Social e Paroquial de Arroios mas contou com a colaboração de muita gente através da rede social e um conjunto enorme de parceiros, o que representa uma energia extraordinária”. A vereadora lembrou que são já 340 em Lisboa e congratulou-se pelo avanço da estratégia da cidade para a população sem-abrigo, afirmando que depois estar feito “o mais difícil, juntar neste trabalho os diferentes parceiros e colocar as pessoas sem-abrigo no centro da estratégia, já foi aberto um centro de atendimento junto ao Cais do Sodré gerido pela Santa Casa da Misericórdia, que vai ser o centro de atendimento central em Lisboa para que ninguém tenha que ficar mais de 24 horas na rua sem poder passar por lá, ser atendido e encaminhado”.

A vereadora acrescentou ainda que pretende melhorar os centros de acolhimento já existentes, adaptando-os a casas de acolhimento e, através do trabalho de articulação das instituições, organizações e voluntários, conseguir gente suficiente para fazer um atendimento personalizado e de acordo com as necessidade de cada um - ao nível de saúde, habitação ou outros. “É um objetivo muito ambicioso mas está ao nosso alcance. Temos gente, temos meios, temos energia e temos vontade, agora é preciso pensar que é a nossa capacidade de ouvir e tentar perceber como apoiar estas pessoas que vai resolver os problemas”, frisou.

 

Aumentar o apoio

Para António Costa esta experiência mostra, por um lado, “que trabalhar em rede vale a pena e é o caminho a seguir, juntando o que cada um tem para se conseguir fazer mais do que a soma das partes, por outro lado que é importante nesta hierarquia de prioridades na área social que não se ignore a situação da pessoa sem-abrigo”.

Nesse sentido, o presidente da Câmara de Lisboa referiu que a situação dos sem-abrigo foi o projeto estratégico eleito na área social para a candidatura aos fundos comunitários dos próximos sete anos no documento “LX - EUROPA 2020”, e que outro dos projetos definidos como prioritários pela autarquia tem a ver com o isolamento da população de idosos.

A autarquia tem vindo a intervir junto desta população com o programa de visitas sistemáticas a idosos isolados, executado pelo Regimento de Sapadores Bombeiros e através do serviço de alerta por teleassistência, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia e a PT. Também com o objetivo de quebrar o isolamento destas pessoas, o município tem em curso o Plano de Acessibilidade Pedonal com vista à eliminação das barreiras arquitetónicas.
 

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