Município, Segurança, Urbanismo

Reação a sismos debatida na Assembleia Municipal

13, Abril 2018
Na segunda sessão sobre prevenção e minimização do risco sísmico, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa anunciou o início da preparação de um plano de ação que promova uma melhor proteção global da cidade e o reforço da cultura de segurança.

Durante quase três horas, a Assembleia Municipal de Lisboa levou a cabo em 12 de abril a segunda sessão do debate temático “Prevenção e minimização do risco sísmico e reforço da resiliência sísmica em Lisboa”, agora dedicado às medidas de auto-proteção e atuação em caso de sismo. A reunião terminou com um exercício de evacuação do Fórum Lisboa.

Na abertura da sessão, o presidente da Câmara Municipal dirigiu-se aos presentes com uma saudação sobre a iniciativa considerando tratar-se de “um tema da maior importância para a cidade”. Fernando Medina, que recorreu à velha máxima “é em tempo de paz que se limpam armas”, considera importante a mobilização dos diversos agentes da cidade, dos decisores políticos, à academia, as instituições da sociedade civil e a população na abordagem do tema, procurando “o reforço da nossa capacidade de agir, de prontidão e de resposta” em caso de crise sísmica. 

Lisboa confronta-se com riscos sísmicos e o edil não o esconde, por isso frisa que quem ocupa o poder político da cidade “é responsável pelo aumento do nível de conhecimento, de capacidade e de resposta”. 

Planificar, agir e consciencializar

Num encontro que contou com técnicos da autarquia, académicos, deputados municipais, membros da proteção civil e também, em videoconferência, com o presidente  Presidente da Câmara de Norcia (Itália), Fernando Medina afirmou a vontade de continuar a autarquia a debater o tema, para anunciar “uma nova prioridade nesta área”. 

Melhorar o conhecimento através do cruzamento entre as áreas com maior risco e a carta atualizada do edificado de Lisboa é, desde logo, uma área prioritária de trabalho, numa linha de ação que não esquece o aproveitamento do forte investimento do imobiliário na cidade a favor do reforço da capacidade de resistência sísmica e o desenvolvimento de estratégicas específicas para enfrentar o problema de áreas críticas como a baixa pombalina. Os espaços públicos são outra prioridade, e o autarca lembra a intervenção recentemente levada a cabo no Miradouro de São Pedro de Alcântara. 

A ação camarária deve passar também pela informação e pela consciencialização cívica, adianta, pois “cada cidadão deve conhecer os riscos e a forma de agir”. Lembrando a recente tragédia que assolou o país e outras de grande dimensão, Fernando Medina considera que “não existe uma cultura de segurança e uma cultura interiorizada pelos cidadãos e pelas instituições, relativamente à ação.” Por isso, revela que será levada a cabo durante o atual mandato uma ampla campanha de sensibilização  e informação sobre os riscos e o que fazer em caso de situações de emergência. 

A sessão teve transmissão direta, que pode aqui ser visualizada. Disponível está também a transmissão da primeira sessão, que decorreu em 5 de abril. 

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