Desporto

Volvo Ocean Race acolhida nos Paços do Concelho

03, Junho 2015
  • Receção Volvo Ocean Race
    Receção Volvo Ocean Race

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, foi o anfitrião da receção à Volvo Ocean Race, que teve lugar nos Paços do Concelho de Lisboa, no dia 2 de junho. Nesta cerimónia de boas vindas compareceram os membros das equipas velejadoras, a presidente da Administração do Porto de Lisboa, Marina Ferreira, o CEO da Volvo Ocean Race, knut Frostad, o diretor geral da Política do Mar, João Fonseca Ribeiro, a embaixadora da Suécia (a empresa que organiza, a nível mundial, esta prova cimeira é sueca), Caroline Fleetwood, os vereadores Jorge Máximo (com o pelouro do Desporto) e Fernando Seara, e o presidente da Junta de Freguesia de Belém, Fernando Ribeiro Rosa, para além dos responsáveis executivos pela prova em Portugal.

A Volvo Ocean Race é a maior regata à volta do mundo e um dos três maiores eventos náuticos mundiais, que está de regresso a Lisboa (há dois anos, a capital foi cenário da anterior edição), entre os dias 23 de maio (data da chegada da regata às águas do Tejo) e 7 de junho (quando da largada para mais um stopover). Entretanto, a Doca de Pedrouços acolhe a Village Racing, onde se pode observar a azáfama das sete equipas em torno das suas embarcações de ponta tecnológica e náutica, e diversos eventos para o público em geral, incluindo uma regata paralela de demonstração no estuário do Tejo, em Belém, no dia 6 de junho.

Durante a receção no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, deu as boas vindas às tripulações e organizadores da prova, recordando a histórica relação de Lisboa com a atividade náutica, desde logo com o início da expansão portuguesa, que se iniciou há exatamente 600 anos (conquista de Ceuta), e que conduziria ao glorioso período das Descobertas, com os seus momentos cruciais na abertura da rota marítima para a Índia, por Vasco da Gama, em 1498, o achamento do Brasil, por Pedro Álvares Cabral, em 1500 (por acaso, reconheceu o autarca), e a viagem de circum-navegação empreendida por Fernão de Magalhães, em 1522. Desde então, "cidade de partidas e chegadas, aberta ao mundo", Lisboa é a cidade "onde os estrangeiros não são estrangeiros" e se forjou a multiculturalidade, realidade histórica que Fernando Medina partilhou com os convidados estrangeiros.

Mas, sublinhou o edil lisboeta, "esta é uma cidade que se orgulha das suas aventuras marítimas do passado, embora também se afirme como uma cidade do futuro, moderna e cosmopolita - é a cidade que acolhe mais estudantes Erasmus em toda a Europa e uma das que mais cresce em turismo em todo o mundo". E foi à "redescoberta" de Lisboa que Fernando Medina concitou os presentes: "queremos estreitar a relação umbilical que temos com o mar e a Volvo Ocean Race volta a conectar-nos com ele". Para o autarca, a aposta no futuro desta relação está patente nos estaleiros e outras infra-estruturas portuárias disponíveis, no envolvimento das universidades com as questões do mar e do desenvolvimento marítimo, que ainda "tem tanto para nos dar", e na capacidade de a cidade de Lisboa apoiar a realização deste grande evento. "É tempo de nos focarmos no mar", concluiu Fernando Medina.

Por seu lado, José Pedro Amaral, responsável da Urban Wind, entidade produtora da organização da etapa lisboeta (stopover) desta grande competição mundial, agradeceu à Câmara Municipal de Lisboa e à Administração do Porto de Lisboa o apoio dado à realização deste "evento de enorme importância para o país"", apoio que permite "reforçar os meios para garantir a presença da VOR em Lisboa nos próximos anos".

Agradecendo a receção, o celebrado velejador campeão Knut Frostad - agora em nome da entidade (sedeada na Suécia) responsável pela organização mundial da prova - garantiu que "o entusiasmo dos portugueses é o melhor motivo para estarmos aqui", como se prova pelos milhares de pessoas que já visitaram a Village Racing, na Doca de Pedrouços. "Estamos a redescobrir Lisboa pela segunda vez, e este é, sem dúvida, um dos melhores locais para velejar", sublinhou Knut Frostad.

Durante a troca de presentes, os representantes das equipas em competição receberam das mãos do edil lisboeta uma nau em filigrana, armoreada com o brasão de Lisboa, tendo Knut Fortad sido presenteado com um exemplar da edição facsimilada da obra seiscentista "Livro das Traças de Carpintaria" - monumental tratado de construção naval compilado pelo mestre Manoel Fernandes, em 1616.

Os convidados foram ainda obsequiados com a interpretação de três fados, pela fadista Joana Amendoeira, acompanhada à viola e à guitarra.

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