Poetas em cerâmica no Bordalo Pinheiro

Dezembro 07, 2013
  • Poetas como nós, Zé Dalmeida, Museu Bordalo Pinheiro
    Poetas como nós, Zé Dalmeida, Museu Bordalo Pinheiro
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Inaugurou em 6 de dezembro no Museu Bordalo Pinheiro a exposição Poetas Como Nós, uma inédita e divertida mostra de figuras em cerâmica de poetas portugueses criadas pelo conhecido cartoonista Zé Dalmeida. Humor e criatividade com peças que retratam conhecidos poetas portugueses e estão patentes naquele espaço até 1 de março de 2014, com entrada livre.

Um Pessoa que ampara no colo os seus heterónimos, Natália Correia de lança na mão, António Gedeão alquimista ou Manuel Alegre caçador, são alguns dos poetas que marcaram a poesia portuguesa do século XX apresentados neste fantástico álbum de esculturas em cerâmica, a que se juntam ainda Camões de mala na mão e Bocage transportando corações de balão. 

Mas há mais: António Aleixo, Sophia de Mello Breyner Andresen,  Alexandre O’Neil, Florbela Espanca, Almada Negreiros, José Gomes Ferreira, José Afonso e muitos outros. Ao todo são quarenta, onde não faltam o “poeta desconhecido” e um “leitor de poesia”.

O humor refina e completa-se nos subtítulos de cada peça, como a de Camões “de partida para o Luxemburgo”, ou a de Natália Correia “em garde”.

 

O cão de Alegre

Foi o causador disto tudo, afirma Zé Dalmeida.

As figuras começaram a ser trabalhadas há cerca de dois anos, quando o artista leu o livro de Manuel Alegre intitulado “Cão como nós” e se emocionou com aquele autêntico membro da família do poeta, resolvendo fazer o “boneco” para lhe oferecer.

A partir daí “fui-me lembrando dos outros poetas, primeiro os que tinha conhecido, os que conheço e de quem sou amigo, depois aqueles que gosto.” Também estão alguns de quem não gosta enquanto pessoas mas achou que deveriam fazer parte da mostra, diz, “não tanto pelo que conheço da sua poesia mas porque são poetas e pela imagem que eu faço deles.”

 

Zé Dalmeida

Nasceu em 1943 no Fundão e tem-se dedicado sobretudo ao cartoon. Publicou os seus primeiros desenhos humorísticos na década de 60 no Diário de Lisboa, foi cartoonista em diversos jornais e co-fundador da revista de defesa do consumidor CONTESTE e do semanário Cheque Mate na Ditadura, em 1977.

Publicou vários álbuns de cartoons e a sua obra tem recebido frequentes prémios, entre os quais o prémio municipal Rafael Bordalo Pinheiro em 1993 e em 1994.  

A exposição tem entrada livre e está patente ao público até 1 de março de 2014, de terça a sábado entre as 10 e as 18 horas

 

Apresentação da exposição