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Casas de Fado

O Fado, canção urbana de Lisboa, surge no século XIX, nos bairros históricos da cidade e em contextos populares de convívio. Era cantado de forma espontânea, em espaços abertos ou fechados, por personagens do quotidiano, sobretudo marginal, e as letras das músicas retratavam as suas vivências, recorrendo à gíria e ao calão.
Mas, a presença de figuras da aristocracia nesta vida boémia, e, o caso de envolvimento amoroso do Conde de Vimioso com a fadista Maria Severa (meretriz de profissão), ditaram um futuro diferente para a história do Fado.
Em 1851 surge o Teatro de Revista que integra o Fado no seu reportório musical. A partir de 1930 são criadas companhias e coletividades de fadistas profissionais e, esta especialização, fomenta os primeiros registos discográficos de fado, produzidos em Portugal, e a inclusão do fado no guião das produções cinematográficas portuguesas e nas emissões de rádio.
O ritual de ouvir o Fado, tocado e cantado por profissionais, instala-se em casas próprias, onde também se podem saborear pratos ou petiscos da cozinha tradicional portuguesa. A par destas casas surgem outras onde se pode ouvir o Fado vadio, cantado por amadores e à desgarrada (em dueto e de improviso).
Este ritual perpetuou-se até aos nossos dias, tornando-se possível criar um  Roteiro do Fado, com uma lista de casas de fado, eventos e visitas cantadas.
A importância que o Fado conquistou desde os seus primórdios até ao momento presente foi consagrada com a sua proclamação como Património Cultural Imaterial da Humanidade, em novembro de 2011 pela UNESCO.